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Habacuque 3:2 Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Introdução ao Credo Apostólico

Introdução ao Credo Apostólico

por

Humberto Casanova e Jeff Stam

O uso do Credo Apostólico

É essencial que os crentes entendam a necessidade de confessar a sua fé (Mt 10:32; Rm 10:9). Confessamos a nossa fé no batismo, na Ceia do Senhor, ao testificar aos incrédulos, ao dar bom testemunho na vida pública e privada, e ao recitar o Credo no culto de adoração. Toda confissão pública da fé deve ser feita com sinceridade, e deve vir acompanhada de uma vida de compromisso com os valores do reino de Deus.

Até aqui todos estamos de acordo, mas ocorre que na América Latina algumas igrejas evangélicas não dão muito valor ao Credo Apostólico. Não se interessam em estuda-lo, nem em confessar a sua fé através dele. Esta atitude surge de três erros. Primeiro, as pessoas se enganam ao identificar o Credo com a Igreja Católica Romana, crendo que é um documento inventado por ela. Segundo, como a Igreja Católica Romana tem a prática de conferir autoridade divina a muitos de suas tradições, então, se teme que ela conceda tanta importância ao Credo dos apóstolos, que se lhe estime na mesma altura que a Bíblia. Terceiro, uma boa parte da igreja evangélica carece de consciência histórica. Se existe algum interesse pelo passado, este se concentra no período da Igreja primitiva, a qual se pretende chegar passando por toda a história que media entre nós e a Igreja do livro de Atos.

Esta falta de interesse pode ser superado se considerarmos que ao usar o Credo, o fazemos junto com a Igreja “universal” ao longo de toda a sua história. A Igreja vem usando, quase desde o seu começo, muito antes que existisse o romanismo que teve a sua origem com o papado. Mas, este estudo provará que o Credo não é mais do que um resumo do que a Bíblia ensina. Ainda que não seja errado que uma denominação conceda a um credo caráter de autoridade, com todos os demais cristãos sabemos que somente a Bíblia possui autoridade final e divina. O Credo está subordinado a Palavra de Deus. Então, é importante que os crentes percebam o quanto o Credo provê um maravilhoso recurso para confessar os pontos principais de sua fé.



Os nomes do Credo

Por ser a confissão de fé mais popular do Cristianismo, tem-se chamado simplesmente “o Credo”. A palavra Credo é realmente o verbo com o qual começa o Credo Apostólico no latim, o qual declara: Credo in Deum Patrem . No português a mesma oração se repete: Creio em Deus Pai. Assim que o termo Credo significa apenas Creio , ou seja, “eu creio”, eu confesso a minha fé de forma pública (cf. 2 Co 4:13). Daí, um credo que não é outra coisa que uma forma de se confessar as nossas crenças básicas (Mt 10:32; Rm 10:8-10).

É chamado de “Símbolo Apostólico”. Este nome foi dado quando as heresias começaram a minar a Igreja. A palavra Símbolo vem do grego, e significa: “marca distintiva, santo e sinal”. O Símbolo Apostólico se converte numa marca da doutrina apostólica e, portanto, a marca do cristão e da Igreja verdadeira. Rufino (falecido em 410 d.C.) disse que o Credo foi dado como uma marca contra os falsos apóstolos, e acrescenta: “assim, os apóstolos prescreveram esta fórmula como sinal e penhor pelo qual reconhecer quem realmente prega verdadeiramente a Cristo, segundo a regra apostólica.”

Também recebeu o nome de “os doze artigos de fé”. A divisão em 12 artigos obedece à lenda de que cada um dos 12 apóstolos escreveu um artigo. Todavia, é mais apropriado esquecer deste título e dividir o Credo em três partes, segundo a sua ordem trinitária.

Além do mais, lhe é concedido o qualificativo de “Apostólico”. Foi Rufino (cerca de 307-309 d.C.) o primeiro a transmitir por escrito a lenda de que, no dia anterior à partida para pregar a todas as nações, os apóstolos colocaram-se em comum acordo quanto à norma de sua pregação. E foi assim que inspirados pelo Espírito compuseram o Credo. Mas adiante Ambrósio (bispo de Milão, 340-397 d.C.) afirmou que o número de 12 artigos obedece ao número dos apóstolos. Finalmente, no século VI um sermão de Pseudo-Agostinho termina afirmando que a cada apóstolo correspondeu escrever um artigo. Esta lenda deve ser rejeitada. O Credo não é apostólico porque foi escrito pelos apóstolos, mas por ser a sua doutrina.



Qual a origem do Credo Apostólico?

As regras de fé ou confissões não são uma novidade inventada pela Igreja Católica Romana, ou no período moderno. Os judeus usavam Deuteronômio 6:4-9 como a sua confissão de fé, e a influência deste credo (que eles chamavam o shema ), reflete claramente no Novo Testamento (cf. Rm 3:30; 1 Co 8:4-6; Gl 3:20; Ef 4:6; 1 Tm 2:5; 3:16; 2 Tm 2:8; 1 Pe 1:21; 3:18,22). O Novo Testamento também nos entrega uma lista de pessoas que confessaram a sua fé: João Batista (Jo 1:29, 34), Natanael (Jo 1:49), os samaritanos (Jo 4:42), os discípulos (Jo 6:14,69; cf. Mt 14:33), Marta (Jo 11:27), Tomé (Jo 20:28). Todavia, a confissão mais conhecida foi a que Pedro formulou quando declarou que Jesus era “ o Cristo, o Filho do Deus vivo ” (Mt 16:16).

Por dois motivos se fez necessário o surgimento do Credo. Primeiro, a expansão missionária da Igreja, fez obrigatório o surgimento de uma declaração de fé básica para instruir aos candidatos ao batismo (Mt 28:19). Segundo, a heresia obrigou a Igreja de definir claramente a sua fé. A expansão da fé cristã colocou a Igreja em contato com muitas culturas e filosofias pagãs que ameaçavam introduzir-se no meio do povo de Deus. Por isto, desde o principio percebeu-se a importância de preservar e confessar o ensinamento dos apóstolos, o que a igreja antiga fez por meio de confissões e credos. O perigo é denunciado claramente em Hb 4:14; 10:23; 1 Jo 2:22-23; 4:1-6,15; 5:1,5 onde se reafirma e exige confessar a fé, ante o confronto com a heresia e/ou a perseguição.

Não sabemos quem ou que pessoas escreveram o Credo Apostólico, mas não há dúvida de que a sua origem remonta a tempos antiqüíssimos. Por exemplo, tão antigo como o ano 107 d.C., Inácio (bispo de Antioquia) expunha a doutrina verdadeira contra a heresia docética (veja mais a frente sobre a forma trinitária do Credo). E para expor a regra de fé da Igreja usou as seguintes palavras:

De maneira que, sejam surdos quando alguém vos fale sem Jesus Cristo,
o qual foi da linhagem de Davi,
de Maria,
quem verdadeiramente nasceu,
comeu como também bebeu,
foi verdadeiramente perseguido sob Pôncio Pilatos,
foi verdadeiramente crucificado e morreu tendo por testemunhas os céus, a terra e o que há sob a terra;
quem também verdadeiramente ressuscitou dos mortos, quando o seu Pai o levantou.
Seu Pai, a sua semelhança, a nós os que nele cremos, nos ressuscitará da mesma forma em Cristo Jesus, sem o qual não temos vida verdadeira.”
(Carta aos Tralianos, ix.1-2)


Justino (cerca de 100-165 d.C.) outro mártir antigo, disse em sua Apologia (I.61.10 ss ) que entre os cristãos no batismo se pronuncia “...em nome do Pai do universo e Deus soberano... em nome de Jesus Cristo, que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, e em nome do Espírito Santo.” Também Irineu (bispo de Lyon, cerca de 175-195 d.C.) disse em sua obra Adversus haereses (I.x.1-2) que:

“A Igreja... recebeu dos apóstolos e seus discípulos
a fé em um Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra...
e em um Espírito Santo, o qual através dos profetas proclamou...
e no nascimento virginal,
a paixão,
e a ressurreição de entre os mortos,
e a ascensão em carne ao céu do amado Cristo Jesus, nosso Senhor,
e seu retorno do céu na glória do Pai, para recapitular toda as coisas em um
e ressuscitar toda a carne de toda a raça humana.”

Estas são amostras de que a linguagem do Credo estava na boca da Igreja desde os tempos antigos. Homens como Irineu (cerca 175-195 d.C.), Tertuliano (cerca 160-215 d.C.) conheceram o Credo, afirmando que procedia do tempo apostólico. Isto é confirmado pelas versões do Credo que podem ser vistos nos escritos de Inácio (morto cerca de 98-115 d.C.), Justino (cerca 100-165 d.C.), Hipólito (cerca 215 d.C.), Cipriano de Cartago (250 d.C.), Novatiano de Roma (250 d.C.), Orígenes (185-254 d.C.) e Agostinho (400 d.C.). O Credo de Nicéia (325 d.C.) nada mais é do que uma elaboração mais detalhada do Credo Apostólico.

O conteúdo do Credo é inspirado diretamente na doutrina apostólica. Uma comparação entre os textos da Escritura demonstrará que a dependência chega a escolher até mesmo as palavras. Que a linguagem do Credo estava na boca da Igreja primitiva é possível perceber claramente pelos textos de Rm 1:3-4; 8:34; 1 Co 15:1-4. De fato, a confissão da Igreja era simplesmente a pregação da Igreja (cf. At 2:22-36; 3:15; 4:10; 5:30-31; 9:20; 10:36,39-40; 17:2-3,31; 18:5,28; 26:23). Por isto, tem suficiente direito de ser chamado Apostólico. Calvino não se preocupava em saber quem era o seu autor. Para ele o importante era que: “o mais importante que devemos saber é que nele se encontra resumida e de modo claro toda a história de nossa fé e que nada contêm nele que não se possa confirmar com sólidos e firmes testemunhos da Escritura” (Institutas, II.xvi.18).



O texto do Credo Apostólico

As cópias mais antigas que possuímos são de Rufino (em latim 390 d.C.), e a de Marcelo (em grego, 341 d.C.). Estas duas versões são mais breves que o Credo que conhecemos hoje. Falemos primeiro do texto de Marcelo, que foi o bispo de Ancira (capital da Galácia). Aproximadamente nos anos 337-341 d.C., Marcelo escreveu uma carta ao bispo Júlio I, com o fim de provar-lhe a sua ortodoxia. É com esta finalidade que inclui nela o que é a versão mais antiga do Credo Apostólico. Toda a carta está em grego, sendo que nesse tempo era a língua oficial da igreja. O Credo de Marcelo é claramente trinitário. Todavia, a parte cristológica é muito mais ampla que a referente ao Pai e ao Espírito. A estes três artigos trinitários básicos, Marcelo lhes acrescenta outros. O texto mais breve de Marcelo diz assim:

Creio em Deus todo-poderoso
E em Cristo Jesus, seu único Filho, nosso Senhor,
Concebido pelo Espírito Santo e Maria virgem,
Crucificado sob Pôncio Pilatos, e sepultado,
E ao terceiro dia ressuscitou dos mortos,
Subiu ao céu e está sentado a destra do Pai,
De onde virá para julgar aos vivos e mortos;
E no Espírito Santo,
Una Igreja santa,
O perdão dos pecados,
A ressurreição do corpo,
A vida eterna.”



No presente estudo usaremos a versão que é conhecida hoje, e é aceita por toda a Igreja cristã em todo o mundo, e que chamaremos de “Texto Recebido” (650 d.C.). Nas lições usaremos referência a outras versões mais antigas, como as de Marcelo e Rufino. Em sua divisão tradicional de 12 artigos, o Texto Recebido declara:

1. Creio em Deus Pai Todo-poderoso, o Criador dos Céus e da terra.
2. E em Jesus Cristo, o seu único Filho, o nosso Senhor;
3. que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria;
4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
5. desceu aos inferno, e ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos;
6. subiu ao céu e está assentado a direita de Deus Pai Todo-poderoso;
7. dali virá para julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo;
9. na santa Igreja católica, a comunhão dos santos;
10. o perdão dos pecados;
11. a ressurreição do corpo
12. e a vida eterna. Amém.”





A forma Trinitária do Credo

Foi o Concílio de Nicéia (325 d.C.) que formulou uma posição conclusiva do dogma da Trindade. E ainda que o Credo Apostólico não entra na discussão de forma detalhada quanto a cada pessoa da Trindade, confessa a fé em um Deus Trino. O Credo está claramente dividido em três partes: O Pai e a nossa criação, o Filho e a nossa redenção, o Espírito Santo e a nossa santificação. Assim, tem se dividido o seu conteúdo em 12 artigos. Deve ser notado que a parte referida ao Filho é a mais detalhada. A metade de seus 12 artigos está dedicada ao Filho e sua obra da redenção. Tal é a importância de Jesus na teologia cristã como o centro de nossa salvação. A primeira vista, pareceria que a seção que fala do Espírito Santo foi a menos informativa, mas a verdade é que a Igreja é vista em íntima relação com a obra do Espírito.

Desde o tempo apostólico, a Igreja teve que lidar com falsas doutrinas, percebendo que era urgente produzir uma declaração de fé que reprimisse o desenvolvimento das falsas doutrinas, especialmente no que concerne a Santíssima Trindade. Por exemplo, houve um movimento chamado arianismo (cerca 318-381 d.C.), que afirmou que o Filho não era Deus, mas que havia sido criado pelo Pai. Outra seita também pregava que o Filho não era Deus, mas que era uma espécie de emanação procedente da divindade. Assim, criam que todo o mal se encontrava no mundo material, enquanto que tudo o que era bom e belo estava no mundo espiritual. Seguindo esta linha de pensamento, concluíram que o Filho de Deus não poderia fazer-se homem, porque isto lhe exigiria assumir um corpo material mal. Isto os levou a dizer que o Filho teve um corpo que somente parecia ser um corpo físico, mas que na realidade não era (docetismo), e disseram que o Filho possuiu um homem comum chamado Jesus em seu batismo e depois o abandonou antes de sua crucificação. João teve que enfrentar estas idéias (1 Jo 4:1-6,15). Foi por isto que o Credo teve que formular a sua doutrina com base na estrutura trinitária.



Extraído do livro de Humberto Casanova e Jeff Stam, El Credo Apostólico (Grand Rapids, Libros Desafio, 1998), pp. 14-22.





Tradução livre:

Rev. Ewerton B.Tokashiki
revtokashiki@hotmail.com
Pastor da Igreja Presbiteriana de Cerejeiras – RO.
Prof. de Teologia Sistemática no SPBC – extensão Ji-Paraná

Extraido de http://www.monergismo.com/textos/credos/introducao_credo_apostolico.htm

sábado, 10 de setembro de 2011

UMA HISTÓRIA DE AMOR A DEUS

Iniciado em Hernhut, Alemanha no século 18, o movimento de oração continua (24 horas) chamado Moravianos durou por quase 100 anos, e eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta.
Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.
Esses jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ” Nenhum pregador e nenhum clérico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido”. Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: “E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua propria venda para custiar sua viagem.
No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas familias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas:
“QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO“.
Estou convencido que não devo orar se não estou disposto a ser resposta pelo o que estou orando. “… Deus é poderoso pra fazer muito mais…. de acordo com Seu poder que opera em nós” (Ef. 3:20)

Créditos: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2009/08/jovens-moravianos/

sábado, 30 de julho de 2011

“Uma defesa da Doutrina da Justificação pela Fé.”


“Uma defesa da Doutrina da Justificação pela Fé.”
ou“Senhores Moody e Sankey defendidos (1)” Sermão nº 1239

Pregado por Charles Haddon Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano,Newington,

“E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.”
Gálatas 5.24

De diversos lugares nós temos ouvido sérias e intensas objeções, e recentemente, no assunto e conteúdo da pregação dos evangelistas da América que estão trabalhando entre nós. Claro que seus ensinamentos, assim como os nossos, estão abertos para julgamentos honestos e eles, temos certeza, prefeririam um tribunal que evitasse a investigação das coisas mais procuradas. Criticismos sobre nosso estilo de falar, cantar e etc, são tão sem importância que ninguém se importa em respondê-los. ―A sabedoria é justificada pelos seus filhos.‖ É um desperdício de tempo para todos discutir sobre gostos pessoais, porém excelente seria agradar a todos, ou até mesmo sempre adaptar tudo para todas as constituições e condições. Portanto nós podemos deixar esses comentários de lado sem uma preocupação maior.

Mas sobre a questão da Doutrina muito tem sido dito e repetido, além disso, com uma boa dose de humor, nem sempre do melhor tipo. O que tem sido afirmado por uma certa classe de escritores públicos chega a isso: se você analisar essa Doutrina, ―não se pode fazer qualquer bem real dizer aos homens que simplesmente por crer em Jesus Cristo, eles serão salvos‖. E que isso ―pode fazer às pessoas feridas muito graves, se levá-los a imaginar que eles tenham sido submetidos a um processo chamado "conversão" e que agora são "salvos para a vida"‖. Somos informados por estes senhores, pois deveríamos saber, sendo que falam de forma muito positiva, que a doutrina da "salvação imediata", mediante a fé em Jesus Cristo, é muito perigosa.

Dizem que certamente isso levará à degradação da moralidade pública, pois os homens não buscarão nem investirão nas virtudes práticas quando "somente a fé" é levantada a uma tão elevada posição. Dizem que se for assim, isso seria um erro grave e ai de quem levar os homens a esse erro!
Essa não é a verdade, temos certeza, mas por enquanto vamos examinar o campo de batalha. Por favor, notem que esta não é uma disputa destes senhores contra os nossos amigos senhores Moody e Sankey sozinhos! É uma disputa entre esses opositores e todos nós que pregamos o Evangelho! Pois, apesar de diferentes, assim como nós, no estilo da pregação, estamos todos prontos para definir o nosso ―selo‖, que é declarar da maneira mais clara possível que os homens são salvos pela fé em Jesus Cristo e salvos no momento em que crêem! Nós todos confessamos e ensinamos que esse é um
tipo de conversão - e que quando os homens são convertidos tornam-se em ―outros homens‖, diferentes do que eram antes - e começa uma nova vida que culminará na glória eterna.

Nós não somos tão covardes para permitir que os nossos amigos fiquem em pé sozinhos na frente da batalha, como se fossem pessoas estranhas com noções exclusivas que os outros de nós discordamos. Como é a Salvação pela fé no Sangue Expiatório que está em causa, eles não pregam nada a mais do que temos pregado todas as nossas vidas! Eles não pregam nada a mais do que o consenso geral da cristandade protestante. Vamos deixar isso conhecido por todos e permitir que os arqueiros atirem em todos nós por
igual! Então, além disso, se essa é a objeção, devemos ser como aqueles que se levantam para fazer conhecido que os opositores não se levantam contra nós simplesmente, e com esses amigos que são mais destacados, mas contra a Fé Protestante, que estes mesmos senhores provavelmente professam para se gloriarem!

A Fé Protestante, em resumo, reside nesta mesma Justificação pela Fé que eles atacam. Foi a descoberta de que homens são salvos pela fé em Jesus Cristo, que primeiro despertou Lutero. Esse foi o raio de luz que desceu sobre o seu coração negro e pelo poder dele o trouxe para a liberdade do Evangelho!

Este é o martelo pelo qual o papado foi quebrado em tempos antigos e esta é a espada com que ele ainda está a ser ferido – a real ―Espada do Senhor e de Gideão". Jesus é o Salvador Todo-Suficiente e "Quem crê nele não é condenado" [Jo 3.18]. Lutero a usou, de fato, para dizer - e nós o apoiamos -que esta questão da Justificação pela Fé é o artigo pelo qual a Igreja deve ficar em pé ou cair!

Então, a chamada ―Igreja‖, que não possui esta Doutrina não é uma Igreja de Cristo! E é uma Igreja de Cristo se a detém, apesar de muitos outros erros nos quais ela pode ter caído. A batalha encontra-se realmente entre a doutrina papista do mérito e a doutrina protestante da Graça! E nenhum homem que se autodenomina um Protestante pode logicamente disputar essa questão contra nós e os nossos amigos. Vamos ir um pouco além do que isso. A oposição não é contra os senhores Moody e Sankey, mas contra todos os ministros evangélicos! Não é contra eles apenas, mas contra o nosso
Protestantismo comum! E ainda mais - é contra a Inspirada Palavra de Deus -pois se este livro ensina alguma coisa sobre o céu, certamente ensina que os homens são salvos pela fé em nosso Senhor Jesus!

Leia a Epístola aos Gálatas e seu julgamento pode ser até perverso, mas você não pode, por qualquer tipo de interpretação de palavras, negar a doutrina da Justificação pela Fé da Epístola. Ela foi escrita com o propósito de afirmar essa Verdade de Deus plenamente e defendê-la totalmente. Nem se pode livrar dessa Doutrina durante todo o Novo Testamento. Você certamente a encontrará não apenas ―temperando‖ todas as Epístolas, mas positivamente saturando-as! E, você tomando capítulo por capítulo, você pode ―espremer‖ delas, como foi feito com o velo de lã de Gideão [Juízes 6.38], esta verdade única - que a justificação diante de Deus é pela fé e não por obras da Lei.

Assim, a oposição é contra a Bíblia - e deixem que aqueles que atiram seus enganos, compreendam que lutam contra o Espírito Eterno de Deus e contra o testemunho que Ele tem depositado através pelos seus profetas e apóstolos! Negue a Inspiração e você não terá chão para pisar. Mas enquanto você acreditar na Bíblia você deve acreditar na Justificação pela Fé.

Mas agora vamos examinar este assunto de frente. É verdade, ou não, que as pessoas que crêem em Jesus Cristo, tornam-se piores do que eram antes? Não estamos atrasados para responder ao inquérito e estamos em um ponto de observação que nos fornece dados abundantes para passarmos por cima.

Afirmamos solenemente que os homens que crêem em Jesus tornam-se mais puros, mais santos e melhores. Ao mesmo tempo, confesso que houve uma boa dose de conversa imprudente e enganadora, às vezes, por ignorantes defensores da Livre Graça. Temo, aliás, que muitas pessoas pensam que acreditam em Jesus Cristo, mas não fazem nada com relação à isso. Nós não defendemos declarações libertinas, ou negamos a existência de seguidores de mente fraca. Mas nós pedimos para sermos ouvidos e considerados.

Algumas pessoas dizem: "Você diz à essas pessoas que elas serão salvas após elas acreditarem em Cristo." Exatamente isso. ―Mas, por favor, me diga o que você quer dizer por ser salvo, senhor?‖ Eu direi, com grande prazer. Não queremos dizer que essas pessoas vão para o céu quando morrerem, independentemente do seu caráter. Mas, quando dizemos que, se eles acreditarem em Jesus serão salvos, queremos dizer que eles serão salvos de viver como eles viviam - salvos de serem o que são agora - salvos da libertinagem, da desonestidade, da embriaguez, do egoísmo e qualquer outro
pecado que eles podem ter vivido. A coisa pode ser facilmente posta à prova! Se puder ser mostrado que aqueles que creram no Senhor Jesus foram salvos de viver em pecado, nenhum homem racional deveria levantar qualquer objeção à pregação de tal Salvação!
Salvação do pecado é uma coisa que todo moralista deveria recomendar e não censurar - e essa é a salvação que nós pregamos. Receio que alguns imaginam que eles só têm que acreditar em alguma coisa ou outra, e eles vão para o céu quando morrer. E que eles têm apenas de sentir uma certa emoção singular e está tudo certo com eles. Agora, se algum de vocês tem caído nesse erro, que Deus, em Sua misericórdia, tire-o daí, pois não é todo tipo de fé que salva, mas somente a fé dos eleitos de Deus. Não é qualquer tipo de emoção que muda o coração, mas a obra do Espírito Santo.

É de pequena importância ir para uma sala de inquérito e dizer "eu creio". Semelhantemente, uma confissão não prova nada! Pode ser falsa. E tudo vai ser provado por isso - se você verdadeiramente acreditou em Jesus Cristo, você vai se tornar, a partir daquele momento, um homem diferente do que você era. Haverá uma mudança em seu coração e alma, na sua conduta e sua conversa. E, vendo que você mudou dessa maneira, aqueles que foram honestos opositores deixarão rapidamente as suas acusações, pois eles estarão na condição de quem viu o homem que foi curado com Pedro e João e, portanto, não podia dizer nada contra eles.

O mundo exige fatos e é isso que estamos fornecendo! É inútil gritar nosso remédio com palavras - devemos apontar para a cura. Sua mudança de vida será o argumento mais grandioso do Evangelho, se essa vida é para mostrar o significado do meu texto - ―E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.‖ Vamos discutir este texto de forma apologética, na esperança de derrotar o preconceito, se Deus permitir.

1 - Observe, em primeiro lugar, que O RECEBER JESUS CRISTO PELA FÉ É,
EM SÍ, UMA CONFISSÃO QUE TEMOS CRUCIFICADO A CARNE COM SUAS PAIXÕES E CONCUPISCÊNCIAS. Se a fé é como uma confissão, porque dizer que não está relacionado com uma vida santa? Deixe-me mostrar que esse é o caso. Fé é a aceitação de Jesus Cristo. Em que aspecto? Bem, principalmente como um substituto. Ele é o Filho de Deus e eu sou um culpado pecador. Eu mereço morrer - o Filho de Deus fica no meu lugar e sofre por mim. E quando eu creio nele eu O aceito permanentemente.
Crer em Jesus era como uma forma muito bonita estabelecida na velha cerimônia da lei, quando a pessoa trazia um sacrifício, colocava as mãos sobre a cabeça do novilho ou cordeiro e assim aceitava que a vítima ficasse em seu lugar, de modo que o sofrimento da vítima deveria ser seus sofrimentos. Agora, nossa fé aceita a Jesus Cristo como permanente em nosso lugar. O núcleo e coluna da confiança da fé reside no seguinte:

"Ele carregou, o que eu nunca poderia suportar,
A Ira do Seu Justo Pai".

Cristo para mim, Cristo em meu lugar. Agora, tente captar o seguinte pensamento. Quando você crê, você aceita Cristo estando em seu lugar e professa que o que Ele fez, Ele fez por você – E o que Cristo fez em cima daquele madeiro? Ele foi crucificado e morto. Acompanhe o pensamento e perceba bem que pela fé você se considera como morto com Ele - crucificado com Ele.
Você realmente não compreendeu o que significa ―fé‖, a menos que você tenha entendido isso. Com Ele você sofreu a Ira de Deus, pois Ele sofreu em seu lugar. Você está agora nEle – crucificado com Ele, morto com Ele, sepultado com Ele,ressuscitado com Ele e glorificado com Ele - porque Ele representa você e sua fé aceitou a representação. Você vê, então, que você fez, no momento em que você acreditou em Cristo, uma declaração de que você está, a partir daquele momento, morto para o pecado? Quem pode dizer que o nosso Evangelho ensina os homens a viver em pecado, quando a fé que é essencial para a Salvação envolve uma confissão de morte a ele? A conversão começa com o concordar em ser considerado morto com Cristo para o pecado
- não temos nós, aqui, a pedra fundamental da santidade?Observe, também, que se ele seguir os mandamentos de Cristo, o primeiro passo que um cristão tem a dar depois que ele aceitou a posição tomada pelo Senhor Jesus, é outra confissão mais pública do que o primeira, ou seja, o seu batismo. Pela fé, ele aceitou a Cristo como morto no lugar dele, e ele se refere a si mesmo como estando morrido em Cristo. Agora, cada homem
morto deve ser enterrado, mais cedo ou mais tarde. E assim, quando vamos para a frente e confessamos a Cristo, somos "sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida." [Rm 6.4]
Todavia o Batismo não significa nada além de uma cerimônia, não tendo nenhum poder ou eficácia em si mesmo, mas como um sinal e um símbolo que nos ensina que verdadeiros crentes estão mortos e sepultados com Cristo.

Então você vê as duas maneiras pelas quais, segundo o Evangelho, nós realmente e declaradamente nos entregamos a Cristo, que são a fé e o Batismo. ―Quem crer e for batizado será salvo‖ [Marcos 16.16]. Agora, a essência da fé é aceitar a Cristo como me representando na Sua morte. E a essência do batismo é ser enterrado com Cristo, porque eu estou morto com Ele. Assim, nos primeiros passos da religião cristã, em seu primeiro ato interno e em seu primeiro símbolo externo, você entende que os crentes devem, de agora em diante, ser separados do pecado e purificados na vida.

Aquele que realmente acredita e sabe o que é ser sepultado realmente com Cristo, começou – na verdade, ele já tem, em certo sentido, efetuado completamente - o que o texto descreve como a crucificação da carne com as suas paixões e concupiscências. Porque, caros amigos, nunca devemos esquecer que o grande objetivo pelo o qual nos lançamos em Cristo é a morte do pecado! Se houver alguém no meio de nós que acreditou em Cristo somente para que possa escapar da agonia do Inferno - Oh, Irmãos e Irmãs,
mas você tem uma idéia muito pobre do que Jesus Cristo veio fazer no mundo! Ele é proclamado como um Salvador que "salvará o seu povo dos seus pecados" [Mateus 1.21]. Este é o alvo de sua missão! É verdade, Ele vem para dar o perdão, mas Ele nunca dá o perdão, sem dar arrependimento junto!

Ele vem para justificar, mas ele não justifica sem também santificar. Ele veio para nos libertar, não somente de ti, oh morte! Nem somente de ti, oh inferno! Mas de você, oh Pecado, a mãe da Morte, o progenitor do inferno! O Redentor passa o machado na raiz de todo o mal matando o pecado e, portanto, tanto quanto estamos preocupados, Ele põe um fim a morte e o inferno! Glória a Deus por isso! Agora, parece-me que se o início da fé cristã é tão manifestamente ligado com a morte para o pecado, eles fazem-nos uma grave injustiça ao supor que na pregação da fé em Jesus Cristo nós ignoramos os valores morais ou as virtudes, ou que nós desprezamos o pecado e os vícios! Nós não fazemos isso, mas nós proclamamos o único método pelo qual o mal
moral pode ser condenado à morte e varrido! A recepção de Cristo é uma confissão da crucificação da carne com as suas paixões e concupiscências - o que mais pode propor o moralista mais puro? Que mais poderia ele reconhecer por ele mesmo?

2 – Em segundo lugar, POR UMA QUESTÃO DE FATO, O RECEBER A CRISTO É ACOMPANHADO DA CRUCIFICAÇÃO DO PECADO. Vou agora expor a minha própria experiência de quando eu acreditei em Jesus. E enquanto eu faço isso alegro-me em lembrar que existem centenas, senão milhares neste lugar que experimentaram o mesmo. E existem milhões nesse mundo e mais milhões no Céu que sabem a Verdade a qual eu declaro.

Quando eu acreditei que Jesus era o Cristo [O Salvador] e descansei minha alma nEle, eu senti em meu coração, a partir desse momento, um intenso ódio ao pecado, e de todos os tipos. Eu tinha amado o pecado antes, alguns pecados particularmente, mas esses pecados tornaram-se, a partir daquele momento, os mais detestáveis para mim e, embora a propensão para eles ainda esteja lá, o amor para eles não existia mais.
E quando eu, em qualquer momento pecava, sentia uma dor interior e horror em mim mesmo por fazer as coisas que antes eu concordava e gostava. Meu prazer para com o pecado tinha desaparecido. As coisas que um dia eu amei, eu abominava e corava só de pensar. Então comecei a caçar os meus pecados.
Eu vejo, agora, um paralelo entre a minha experiência referente ao pecado e os detalhes da crucificação de Cristo. Eles enviaram Judas para o jardim para procurar o nosso grande Substituto, e foi justamente dessa forma que comecei a ―caçar‖ o pecado, porque ele estava escondido em meio à escuridão da minha alma. Eu era ignorante e não sabia o que era pecado, pois era noitecomo em qualquer alma, mas, sendo encorajado a destruir o mal, meu espírito arrependido pegou emprestado lanternas e tochas, e saiu como se estivesse perseguindo um ladrão.
Eu vasculhei o jardim do meu coração vez após vez, com um ardor intenso para encontrar todo pecado. E eu busquei a Deus para me ajudar, dizendo: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos" [Salmos 139.23]. Eu não cessei até que eu tinha encontrado as minhas transgressões secretas. Essa busca interior é uma das minhas ocupações mais constantes. Eu policio minha natureza de novo, e de novo para tentar prender esses criminosos, esses pecados abomináveis, para que possam ser crucificados com Cristo! Oh você, em quem se esconde iniqüidade por causa da sua ignorância espiritual, desperte para um exame rigoroso da
sua natureza e não mais tolere que seu coração seja esconderijo para o mal!Eu me lembro de quando eu encontrei o meu pecado. Quando o descobri, eu o agarrei e o arrastei para o Trono do Julgamento. Ah, meus irmãos e irmãs, vocês sabem quando isso ocorreu com vocês - e quão duro foi o julgamento que liberou a Consciência. Sentei-me no julgamento, eu mesmo. Eu levei o meu pecado de um tribunal a outro. Eu olhei para ele diante dos homens e tremia só de pensar que a maldade do meu exemplo pudesse arruinar as almas de outros homens! Eu olhei para o meu pecado diante de Deus e eu
abominava-me no pó e nas cinzas [possível referencia à Jó 42.6]. Meu pecado era vermelho como o carmesim diante dEle e diante de mim também. Julguei o meu pecado e o condenei - condenado como um criminoso para morrer como um criminoso. Eu ouvi uma voz dentro de mim que, assim como Pilatos, dizia "Vou castigá-lo e deixá-lo ir! Vou envergonhá-lo um pouco. Não deixarei que o mal seja feito com muita frequência. Deixarei a luxúria ser controlada e mantida sob controle".
Mas, ah, minha alma disse: "Crucifica-o! Crucifica-o!" E nada podia abalar meu coração desse propósito, que eu deveria matar todos os assassinos de Cristo, se possível, e não permitir que nenhum deles escape, pois a minha alma os odiava com ódio mortal e de bom grado os pregou todos na cruz. Lembro-me, também, como eu comecei a enxergar a vergonha do pecado.
Assim como o meu Senhor foi cuspido, escarnecido e acusado, agora minha alma começou a derramar o desprezo sobre todo orgulho do pecado, desprezar as suas promessas de prazer e acusá-lo de milhares de crimes! Ele tinha me enganado. Ele me levou à ruína. Ele esteve bem perto de me destruir! Eu o desprezava e derramei esse desprezo sobre os seus enganos e tudo o que ele ofereceu de doçura e de prazer. Oh pecado, quão vergonhoso uma coisa pode ser por sua causa! Eu vi que tudo é baseado, intermediado, e desprezívelmente concentrado em você! Meu coração machucou o pecado através do arrependimento, feriu-o com censuras e o golpeou negando a mim mesmo. Então, foram feitas uma afronta e um escárnio. Mas isso não bastou – o pecado deve morrer. Meu coração chorou pelo o que o pecado tinha feito e eu estava decidido a vingar a morte do meu Senhor por mim. Assim minha alma cantou a sua determinação:

"Oh, como eu odeio os meus desejos
Que crucificaram o meu Deus!
Aqueles pecados que perfuraram e pregaram sua carne
Rapidamente, no madeiro mortal!
Sim, meu Redentor, eles devem morrer!
Meu coração assim decretou:
Não vou poupar os culpados
Pelos quais meu Salvador sangrou".

Então eu carreguei os meus pecados para o local da crucificação. Eles
gostariam de ter escapado, mas o poder de Deus os impediu e, como uma escolta de soldados, os conduziu para a execução. A mão do Senhor estava presente e Seu Espírito todo revelador despiu meu pecado, como Cristo foi despido!
Ele pôs diante de meus olhos, até mesmo meu pecado secreto diante da luz da Sua Face! Oh, como foi um espetáculo quando eu O contemplei! Eu tinha olhado, antes, para as vestes luxuosas e as cores com as quais [o pecado] tinha se pintado para fazê-lo parecer tão bonito quanto Jezabel quando ela se pintou. Mas agora eu vi sua nudez e horror - e eu fiquei bem perto de entrar em desespero! Mas o meu espírito se ergueu, porque eu sabia que eu estava perdoado, e eu disse: "Jesus Cristo me perdoou, porque eu acreditei nEle. E eu vou levar minha carne à morte crucificando-a na Sua Cruz". Conduzindo-a aos cravos, eu me lembro, como a carne se esforçou para manter a sua
liberdade. Um, dois, três, quatro – os cravos entraram e prenderam a coisa maldita no madeiro com Cristo, para que ela não possa nem correr nem se esquivar - e, agora, glória a Deus, embora o meu pecado não esteja morto, ele está crucificado e deve, finalmente, morrer! Está pendurada lá em cima. Posso vê-la sangrando a sua vida. Às vezes, esforça-se para descer e tenta arrancar os cravos, para ir atrás da vaidade.
Mas os cravos sagrados a prendem bem rápido - é o abraço da morte e ela não pode escapar. Infelizmente, ela morre uma morte lenta, passando com muita dor e lutando! Mas ainda assim ela morre. E em breve o seu coração é traspassado com a lança do amor de Cristo e será totalmente aniquilada.
Então, a nossa natureza imortal não mais será sobrecarregada com o corpo desta morte, mas, pura e imaculada, se elevará para estar perante a face de Deus para sempre.
Agora, eu não estou falando alegoricamente de coisas que deveriam ser feitas, mas, na verdade, não passam de meras idéias. Eu estou descrevendo em figura o que acontece na realidade - que cada homem que crê em Jesus imediatamente se esforça para se livrar do pecado. E você pode saber se ele acreditou em Jesus Cristo ou não, vendo se há uma mudança em suas motivações, sentimentos, vida e conduta. Você diz que duvida disso? Você pode duvidar se quiser, mas os fatos falam por si. Virá até de mim, me atrevo a dizer, antes que esta semana termine, como na maioria das semanas da
minha vida, homens que tinham sido escravos da intoxicação, agora sóbrios, por acreditar em Jesus Cristo!
Mulheres desvirtuadas, que se tornaram puras e castas por crer em Jesus, virão, e tantos homens e mulheres que eram amantes de todos os tipos de prazeres malignos, que se apartaram imediatamente deles, e continuaram a resistir a todas as tentações porque eles são novas criaturas em Cristo Jesus!
O fenômeno da conversão é único, mas o efeito da conversão é mais singular ainda! E não é uma coisa escondida - pode ser visto a cada dia. Se for simplesmente uma emoção na qual o homem sentiu uma aflição de espírito e, em seguida, bem breve, pensou que estava em paz e tornou-se feliz porque se auto-satisfez, eu não verei qualquer bem particular nele. Mas se é verdade que a regeneração altera os gostos e afetos dos homens, no final, as alterará radicalmente, transformando-as completamente em novas criaturas! Se é assim, eu digo, então Deus pode nos enviar milhares de conversões! E como isso é assim, nós estamos completamente certos, pois vemos isso sempre.

3 - Em terceiro lugar, podemos ir um passo adiante e dizer que A RECEPÇÃO DE JESUS CRISTO NO CORAÇÃO PELA FÉ SIMPLES É CALCULADA PELA CRUCIFICAÇÃO DA CARNE. Quando um homem crê em Jesus, a primeira força que o ajuda a crucificar a carne é que ele tem visto a maldade do pecado, na medida em que viu Jesus, seu Senhor, morrer por causa disso. Os homens pensam que o pecado não é nada, mas o que pecado faz? O que ele não faz? O vírus do pecado, o que isso contamina? Sim, o que isso não contamina? Sua
influência tem sido maligna na maior escala concebível.

O pecado inundou o mundo com sangue e lágrimas através de uma declarada guerra! O pecado cobriu o mundo com opressão e por isso tem esmagado o animo de muitos, e quebrado o coração de milhares! O pecado gerou a escravidão, a tirania, sacerdócio, revolta, calúnia e perseguição! O pecado tem sido o fundamento de todos os sofrimentos humanos. Mas a coroação, o ponto culminante da vilania do pecado foi quando Deus, Ele mesmo, desceu à Terra em forma humana - pura, perfeita, intenção de uma mensagem de amor – e veio para fazer milagres de misericórdia e redenção. Então o homem pecador nunca poderia descansar até que ele tivesse crucificado seu Deus
encarnado! Eles inventaram uma palavra quando o partido dos parlamentares executou o rei da Inglaterra. Chamaram os destruidores do rei de "regicidas", e agora temos de criar uma palavra para descrever o pecado – o pecado é um Deicida [Dei = Deus].

Todo pecador, se pudesse, mataria a Deus, pois ele diz em seu coração: "Não há Deus". Isso significa que ele deseja que não exista nenhum. Ele iria se alegrar, de fato, se ele pudesse ter a certeza de que Deus não existe. Na verdade, esse é o pesadelo de sua vida: que exista um Deus - um Deus justo, que o levará a julgamento! Seu desejo secreto é que não exista nenhuma religião e nem Deus, pois assim ele poderia, então, viver como quisesse.
Agora, quando a um homem é dado ver que o pecado em sua essência é o assassino do Emanuel, Deus conosco, o seu coração se renova, ele odeia o pecado a partir desse exato momento. "Não", ele diz: "Eu não posso continuar em tamanha maldade! Se esse é o verdadeiro significado de cada delito contra a Lei de Deus - que seria colocar Deus, Ele mesmo, fora do seu próprio mundo, se pudesse - eu não posso suportar isso."
Seu espírito recua com horror, e ele sente -

"Meus pecados têm trazido a Ira
Sobre a cabeça inocente!
Quebrante, quebrante, meu coração, oh choque-se meus olhos!
E deixe minhas tristezas sangrarem.
Arrebente, Servo poderoso, a minha alma duríssima,
Até que as águas quentes fluam
E o profundo arrependimento domine meus olhos
Em angustia sincera".

Então o crente tem visto também, na morte de Cristo, um exemplo surpreendente da Grande Graça de Deus, pois se o pecado é uma tentativa de assassinato de Deus - e é isto mesmo - então quão maravilhoso é que as criaturas que cometeram esse pecado não foram destruídas de uma vez! Quão notável seja o fato que Deus devesse considerar que vale a pena elaborar um plano para a sua restauração! E Ele, com uma habilidade incomparável, criou uma maneira que envolveu a entrega de Seu Unigênito e bem-amado Filho. Embora este fosse um pagamento inigualável, contudo, não voltou atrás. Ele
―amou o mundo de tão maneira, que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna‖ [João 3.16]. E isso por uma raça de homens que eram os inimigos desse Deus bom e gracioso! "De agora em diante", diz o crente em Cristo: "Eu não posso ter nada a ver com o pecado, uma vez que esse é uma ofensa a um Deus tão gracioso. Oh, você, maldito pecado, que conduziu o seu punhal no coração dAquele que possui toda a Graça e Misericórdia!‖ Isso faz com que o pecado seja excessivamente maligno. Além disso, o crente tem tido uma visão da Justiça de
Deus. Aquele pecado não era o dEle próprio - Nele não havia pecado! Mas quando Ele voluntariamente o tomou sobre Si e foi feito maldição por nós, o Juiz de toda a terra não O poupou! Fazendo descer Seu arsenal de vingança
Ele tomou Seus raios e atirou-os no Seu Filho, para Seu Filho ficar no lugar
do pecador.
Não houve misericórdia para o Substituto do pecador. Ele teve que gritar como nunca alguém gritou, antes ou depois: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Uma cascata de aflição foi despejada em Seu espírito. A condenação do pecado o dominou. Toda a onda de choque de Deus veio sobre Ele. Agora, quando um homem vê este fato surpreendente, ele não pode mais ter um pensamento leviano da transgressão. Ele treme diante do Senhor três vezes Santo e chora secretamente no seu coração "como é possível eu pecar se esta é a opinião de Deus sobre o pecado? Se na Sua justiça, Ele feriu-O de uma forma sem limites, mesmo quando essa Justiça era apenas por
imputação a Seu Filho, como Ele vai ferir quando sua culpa real está em mim? Oh Deus livra-me disso.‖ O crente também tem mais uma visão que, talvez, mais efetivamente do que qualquer outra altera a sua visão do pecado.
Ele viu o incrível amor de Jesus. Alguma vez você o viu, meu ouvinte? Se você viu, você nunca vai amar o pecado de novo! Oh, só de pensar que Aquele que foi o Mestre de toda a majestade do céu veio a ser vítima de toda a miséria do homem! Ele veio para Belém, e habitou entre nós, oferecendo mais de 30 anos trabalhosos de obediência à vontade do Pai. E no final Ele chegou ao cume de seus sofrimentos, a coroação da tristeza de Sua encarnação - Seu suor de sangue, e Sua morte agonizante na Cruz! Aquela foi uma Páscoa solene que Ele comeu com Seus discípulos, já com o Calvário em plena vista. Então ele se levantou e foi para Getsêmani.

“Getsêmani, a 'prensa de azeite',
(E o porquê deixe os chamados cristãos adivinhar)
O nome correto, o local adequado, onde a vingança se esforçou,
E apertou e lutou duro contra o Amor.
E foi ali que o Senhor da Vida chegou
E suspirou, e gemeu, e orou, e temeu;
O Deus encarnado prensado por tudo o que deveria suportar
Com bastante força, e nada a perder."

Eis como Ele nos amou! Ele foi levado até Pilatos e foi açoitado. Açoitado com os terríveis açoites romanos, pesados, com pequenas bolas de chumbo e feitos de tendões entrelaçados de bois, no qual eles também colocaram pequenas lascas de ossos, de modo que cada golpe, uma vez que acertou, rasgou a carne! Nosso amado Senhor teve que sofrer isso de novo e de novo, sendo açoitado muitas vezes como esse verso parece declarar, que diz:

"Ele foi ferido pelas nossas transgressões,
E moído pelas nossas iniqüidades;
O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele.
E pelas suas pisaduras fomos sarados".
[Isaías 53.5]

Contudo, Ele nos amou, ainda nos amou! As muitas águas não poderiam apagar Seu amor, nem as inundações poderiam afogá-lo. Quando eles O pregaram no madeiro, Ele ainda nos amou. Quando cada osso foi deslocado, Ele chorou em monólogo triste, "Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; [Salmo 22.14]" Ele nos amou ainda! Quando os cães O cercaram e os touros de Basã O rodeavam [Salmo 22.12], Ele ainda
nos amou.
Quando o desmaio de pavor veio sobre Ele até que foi trazido para o pó da morte e seu coração derretido como cera [Salmo 22,14], Ele ainda nos amou! Quando Deus O abandonou o sol se apagou, as trevas da meia-noite cobriram o meio-dia, e uma densa meia-noite cobriu o Seu espírito. A escuridão, como a do Egito, pôde ser sentida. Ele nos amou ainda! Até que tenha bebido a última gota da bebida indizivelmente amarga, Ele ainda nos amou! E quando a luz brilhou em Seu rosto e Ele pôde dizer: "Está consumado", aquela luz brilhou sobre a face daquele que ainda assim nos amou! Agora, cada homem a quem foi dado o crer em Jesus e conhecer o Seu amor, diz: "Como posso
ofende a Ele? Como posso entristecer a Ele? Há ações nesta vida que eu poderia de outra maneira fazer, mas agora não me atrevo, pois tenho medo de maltratar meu Senhor".
E se você disser "Ora essa, você tem medo dEle?" A resposta será: "Não estou servindo com medo, pois para o inferno eu nunca poderei ir." Do que eu estou com medo, então? ―Tenho medo daquele rosto querido, no qual vejo a corrente de lágrimas que uma vez Ele derramou por mim. Tenho medo daquela querida testa que usou a coroa de espinhos em meu lugar. Eu não posso me rebelar contra tamanha bondade. Seu amor ensangüentado me acorrenta. Como posso fazer uma maldade tão grande como colocar o meu sofrido Senhor na vergonha?‖ Vocês não sentem isso, meus amados irmãos e irmãs? Mesmo se
você nunca confiou no Senhor Jesus, você deveria se ajoelhar aos seus pés e beijar as marcas dos seus cravos por tamanho amor! E se Ele fosse usá-lo como um banquinho para os pés, se isso fosse elevá-Lo mesmo que um pouco, você teria isso como a maior honra da sua vida!Sim, se Ele mandasse você ir para a prisão e morrer por Sua causa, e dissesse isso Ele mesmo, e colocasse as mãos perfuradas em você, você iria para lá tão alegremente como os anjos voam pelo Céu! Se ele mandasse você morrer por
Ele, mas com a carne sendo fraca, o seu espírito estaria disposto! Sim, e a carne seria feita forte o suficiente, também, pois Jesus olharia para você e Ele pode, com um olhar, expulsar o egoísmo, a covardia, e tudo o que nos impede de nos oferecermos como um sacrifício a Ele! Não é isso assim?

"Falam de moralidade!
Cordeiro que sangra
A melhor moralidade
É Lhe amar!!"

Quando estamos mais uma vez cheio de amor a Ti, Oh Jesus, o pecado tornase o dragão contra o qual temos uma guerra ao longo da vida! A santidade se torna a nossa mais nobre aspiração e a buscamos com todo nosso coração, alma e força! Se a mente racional considera honestamente a religião de Jesus Cristo, eles vão ver que os cristãos devem odiar o pecado, se eles são sinceros em sua fé. Eu poderia ir mais longe do que isso, mas eu não vou.

4 - A última coisa de todas é esta. O ESPÍRITO SANTO ESTÁ COM O EVANGELHO E ONDE ELE ESTÁ, A SANTIDADE SERÁ PROMOVIDA. Nunca se deve esquecer que, embora o receber Jesus Cristo pela simples fé é uma confissão de morte para o pecado e traz com ela uma experiência de ódio ao pecado - e é esperado que aconteça - há mais uma coisa. Se, queridos amigos, em qualquer trabalho de reavivamento, ou qualquer ministério, não houver nada mais do que você pode ver ou ouvir, eu acho que as muitas críticas e
zombarias poderiam ser, pelo menos, racionais, mas eles não são assim! Um fato grandioso os torna para sempre irracionais. Onde quer que Jesus Cristo é pregado, está presente Um, que é grande em classe e alto em posição. Você não pode pensar que eu estou falando de qualquer autoridade terrestre. Não, estou falando do Espírito Santo – osempre abençoado Espírito de Deus! Nunca há um sermão sobre o Evangelho
pregado por um coração sincero sem que o Espírito Santo esteja lá, tomando as coisas de Cristo e as revelando aos homens. Quando um homem vira os olhos para Jesus e simplesmente confia nEle - nós concordamos que esta é uma questão vital – isso está acompanhando o ato - não, eu devo me corrigir, isso é a causa desse ato, um milagroso, sobrenatural poder que em um instante transforma um homem completamente, tirando-o do caminho para o caos e lhe dando vida nova! Se isto é assim, então crer em Cristo é algo muito maravilhoso.

Agora, se você for para o terceiro capítulo do Evangelho de João e também em suas epístolas, você verá que a fé está sempre ligada com a regeneração, ou o novo nascimento, novo nascimento que é obra do Espírito de Deus. Esse mesmo capítulo de João nos diz: "Necessário é nascer de novo", e continua a dizer: "E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." [João 3.14,15]. Onde quer que haja fé em Jesus Cristo, um milagre de purificação foi feito no coração! Negue isso e você negará o testemunho das Escrituras, que dizem claramente que, "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus" [1 João 5.1]. ―Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca‖ [1 João 5:18].Porque você dúvida, se nós somos exemplos pessoais que podem garantir que foi dessa forma que aconteceu conosco? Não quero dizer que eu e um ou dois mais afirmam isso, mas as testemunhas podem ser achadas em centenas e milhares - e todos eles concordam em afirmar que o poder do Espírito Santo, mudou o curso de seus desejos e os fez amar as coisas que são santas, justas e verdadeiras. Portanto, Senhores, mesmo se você acredita ou não, você deve ser tão gentil que compreenda uma coisa muito claramente - que, se pregar a salvação pela fé é desprezível, desejamos ser ainda mais desprezíveis! Certamente você não pode culpar-nos por agir como nós fazemos, se o ponto central do nosso argumento está correto!
Se a pregação da Cruz, embora seja loucura para os que perecem, é, aos que crêem em Cristo, a Sabedoria de Deus e o Poder de Deus, não vamos desistir de pregar Cristo para você! Se é assim que os homens são feitos novas criaturas - que, enquanto os outros estão debatendo sobre moral, nosso Evangelho planta e produz isso - não vamos desistir de trabalhar para falar, tão pouco trocar o organismo eficaz do Evangelho pelas invenções da filosofia! Em suas escolas e em seus púlpitos estabeleçam Cristo Crucificado como a esperança do pecador mais e mais claramente! Apele ao pecador que olhe para Jesus! Olhe e viva!
O Evangelho é o grande promotor da ordem social, o grande recuperador de viciados e pessoas desamparadas da sociedade, o elevador da raça humana! Essa doutrina do perdão gratuito e renovação graciosa, dada livremente aos mais desprezados para que creiam em Jesus Cristo, é a esperança da humanidade! Não há bálsamo em Gileade, e nunca teve - mas este é o bálsamo do Calvário, pois é o medicamento verdadeiro - e Jesus Cristo é o Médico infalível. Façam isso, pecadores! Façam isso! Olhe para Jesus e as
paixões que você não pode vencer serão entregues ao Seu poder de limpeza! Creia em Jesus e as loucuras que se agarram a você, e o esmagam como as cobras enlaçaram Laocoonte e seus filhos [1], lhe deixarão livres delas!Sim, elas devem morrer através do olhar de Jesus e devem sair de você. Creia em Jesus e você terá a primavera da excelência, o chapéu da pureza, a fonte da virtude, a destruição do mal, o broto da perfeição! Deus concede-nos, ainda, o provar do poder do Senhor Jesus em nós mesmos e para proclamar o Seu poder por todos os lados!

"Alegraremo-nos se, com o nosso último suspiro,
Podemos suspirar o Seu nome;
Preguem Ele a todos,
E gritem na morte,
Vejam, vejam o Cordeiro!"
Amém e Amém!14

Creditos à www.projetospurgeon.com.br

NOTAS
1 Dwight Lyman.Moody foi um grande evangelista do século XIX, e
juntamente com o compositor Ira Sankey, realizam muitíssimas reuniões e
avivamentos. È o responsável pelo crescimento na Associação Cristã de
Moços, e criou o hpoje conhecido Instituto Moody. É considerado o maior
pregador americano de sua época.
A partir de 1873, Moody e Sankey fizeram reuniões e esforços evangelísticos
pela Inglaterra, nos quais Spurgeon deu grande apoio e defesa, chegando a
convidar Moody para pregar no Tabernáculo Metropolitano. Mesmo que seus
resultados não forma permanentes, é considerado o começo das reuniões de
avivamento em massa. Ian Sankey chegou a ir ao funeral de Spurgeon, em
1892 e a reinauguração do Tabernáculo em 1910 ( Nota- Armando Marcos)
2 – ―Laocoonte‖ é uma escultura em mármore, também conhecida como
―Laocoonte e seus filhos‖, hoje em dia exposta no Museu do Vaticano, em
Roma. A estátua representa Laocoonte e seus dois filhos, Antiphantes e
Thymbraeus, sendo estrangulados por duas serpentes marinhas, um episódio
dramático da Guerra de Tróia relatado na Ilíada de Homero e na Eneida de
Virgílio.
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Tradução: Francisco Rodrigues da Silva Neto
Esse sermão faz parte do Volume 21 de sermões, da parte denominada
METROPOLITAM TABERNACUL PULPIT
O Original em inglês encontra-se em http://www.spurgeongems.org/vols19-21/vols19-
21.htm , com o titulo original MESSRS. MOODY AND SANKEY DEFENDED—OR,
A VINDICATION OF THE DOCTRINE OF JUSTIFICATION BY FAITH
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