PALAVRA DO DIA

WORD DAILY
Habacuque 3:2 Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As doutrinas da Graça e a paixão pelas almas dos homens

por John Albert Broadus (1827–1895)

Porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos. (Romanos 9.3)

A preocupação com a salvação dos outros não é anulada pela crença naquilo que chamamos “As Doutrinas da Graça”. Tal preocupação não diminui por crermos na soberania divina, na predestinação e na eleição. Muitas pessoas demonstram intensa antipatia às idéias expressas nestes últimos vocábulos. Recusam-se a aceitá-las, porque, em suas mentes, tais idéias estão associadas ao conceito de indiferença apática. Estas pessoas dizem que, se a predestinação é verdadeira, conclui-se que um homem não pode fazer nada por sua própria salvação; se tiver de ser salvo, ele o será, não podendo fazer coisa alguma para isso, nem ele nem qualquer outra pessoa precisa se importar com isso.

Mas isto não é verdade; eu o provarei mediante o fato de que o próprio Paulo, o grande porta-voz dessas doutrinas nas Escrituras, pronunciou essas palavras de interesse e amor ardente, em favor da salvação dos outros, vinculando-as intimamente às passagens em que ele ensinou as doutrinas da graça. Volte os seus olhos a algumas frases anteriores a Romanos 9.3 e encontrará a própria passagem sobre a qual muitos tropeçam. “E aos que predestinou” — muitas pessoas estremecem ao ouvir essas palavras — “a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30).

Apenas um pouco depois de Paulo ter proferido essas palavras, das quais muitos pretendem inferir a idéia de que, crendo nelas, o homem não precisa se preocupar com a sua salvação ou com a salvação dos outros, vieram aquelas palavras cheias de paixão que constituem nosso versículo texto. E isso não é tudo, pois você encontrará logo em seguida, o texto onde Paulo falou sobre Esaú e Jacó, afirmando que Deus estabeleceu uma diferença entre eles, antes mesmo de nascerem, e onde disse, a respeito de Faraó, que Deus o havia levantado para demonstrar o Seu poder e declarar o Seu nome em toda a terra. “Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.” Algumas boas pessoas chegam a estremecer diante da inferência que lhes parece inevitável de uma linguagem como esta. Mas eu digo que esta inferência deve estar errada, pois o homem inspirado, que proferiu essas palavras, apenas alguns momentos antes havia pronunciado as palavras de nosso versículo texto.

E, sempre que você perceber que seu coração ou o coração de um amigo está propenso a fugir desses grandes ensinamentos das Escrituras divinas, com relação à soberania e a predestinação, então eu oro para que você não discuta sobre isto, mas que se volte a esse texto bíblico, expresso em linguagem de tão grande preocupação em favor da salvação dos outros, de forma tão intensamente cheia de paixão, que os homens se admirarão e certamente dirão que tais palavras não podem significar o que elas realmente dizem. O problema é que neste caso, e em muitos outros, tiramos inferências sem fundamento dos ensinamentos da Palavra de Deus e jogamos todo o nosso ódio para com essas inferências sobre as verdades que delas extraímos. Ora, qualquer coisa considerada como verdade, a favor ou contra a doutrina do apóstolo acerca da predestinação e da soberania divina na salvação, eu afirmo que isto não torna um homem indiferente à sua própria salvação e à salvação dos outros; este não foi o efeito sobre Paulo, e entre essas duas grandes passagens encontram-se as maravilhosas palavras de nosso versículo texto.


[Um trecho do sermão intitulado "Preocupação Intensa pela Salvação dos Outros", do livro Sermons and Addresses, Hodder & Stoughton: Nova Iorque, 1886.]

Fonte: Sítio da Editora Fiel

Extraide texto e imagem de http://monergismo.com/john-broadus/as-doutrinas-da-graca-e-a-paixao-pelas-almas-dos-homens/

domingo, 29 de janeiro de 2012

Esperança para os homossexuais

Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. (1 Coríntios 6.9–11)

Tais fostes alguns de vós. A igreja de Corinto, como as igrejas de hoje, tinha ex-fornicadores, ex-adúlteros, ex-ladrões, e assim por diante. Embora muitos cristãos nunca foram culpados dos pecados particulares listados, todo cristão era impuro antes de ter sido salvo. Todo cristão é um ex-pecador. Cristo veio para o propósito de salvar pecadores (Mt 9.13). Essa é a grande verdade do cristianismo: nenhuma pessoa pecou de maneira tão profunda ou prolongada que não possa ser salva. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). Mas alguns tinham deixado de ser assim por um tempo, e estavam voltando ao seu antigo comportamento.

Paulo usa mas (alla, a mais forte partícula adversativa grega) três vezes para indicar o contraste da vida cristã com a vida mundana que ele tinha acabado de descrever. Mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificado. Não fazia diferença o que eles eram antes de serem salvos. Deus pode salvar um pecador de qualquer e todo pecado. Mas faz uma grande diferença o que um crente é após a salvação. Ele deve viver uma vida que corresponda à sua limpeza, sua santificação e sua justificação. Sua vida cristã deve ser pura, santa e justa. A nova vida produz e requer um novo tipo de vida.

Lavados fala de nova vida, de regeneração. Jesus “nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tito 3.5). Regeneração é a obra de re-criação de Deus. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus” (Ef 2.10). Quando uma pessoa é lavada por Cristo, ela nasce de novo (João 3.3-8).

Santificados fala de novo comportamento. Ser santificado é ser feito santo interiormente e ser capaz, no poder do Espírito, de viver exteriormente uma vida justa. Antes da pessoa ser salva ela não tem nenhuma natureza santa e nenhuma capacidade de viver de maneira santa. Mas em Cristo recebemos uma nova natureza e podemos viver o novo tipo de vida. O domínio total do pecado é destruído e substituído por uma vida de santidade. Mediante a sua pecaminosidade carnal os coríntios estavam interrompendo essa obra divina.

Justificados fala de uma nova posição perante Deus. Em Cristo somos vestidos de Sua justiça e Deus vê em nós agora a justiça do Seu Filho, e não o nosso pecado. A justiça de Cristo é creditava em nossa conta (Rm 4.22–25). Somos declarados e, na nova natureza, feitos justos, santos, inocentes e sem culpa, pois Deus é “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.26).

Os crentes de Corinto tinham experimentado uma transformação em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. O nome de Deus representa a sua vontade, o seu poder e a sua obra. Por causa da submissão voluntária de Cristo à vontade do Pai, sua morte na cruz em nosso favor, e sua ressurreição dentre os mortos, ele fez provisão para a nossa lavagem, santificação e justificação.

Por John MacArthur
Fonte: Sítio Grace to You
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – janeiro/2012

Extraido texto e imagem de http://monergismo.com/john-macarthur/esperanca-para-os-homossexuais/

O que você achou do livro A Cabana?


Minha mãe costumava dizer que quando alguém vinha a ela com más intenções, um sininho tocava. Era comum expressões como, "Fulana? Hmmm... não sei não, quando ela chegou tocou o sininho...". No caso do livro "A Cabana", ouvi um carrilhão. É que por ter me convertido e sido liberto de uma salada de filosofias orientais, espíritas e humanistas (na época ainda não chamavam aquilo de Nova Era - veja o testemunho de minha conversão aqui(http://www.stories.org.br/angels.html), hoje sou alérgico a tudo o que levemente cheira a essas coisas. Entrar em loja com cheiro de incenso, então, nem pensar.

Antes de comentar sobre o livro "A Cabana" fiz uma busca e descobri que muita gente já comentou. Eu confesso que não fui até o fim (parei um pouco depois da metade) porque não aguentei. Ao contrário de outras alegorias, como "O Peregrino" ou "As Crônicas de Nárnia", o livro "A Cabana" não tem a sutileza de apenas sugerir coisas, como deve ocorrer numa alegoria. Além disso, é péssima literatura em termos de... isso mesmo, literatura. O autor passa longe de um C. S. Lewis (As Crônicas de Nárnia).

Algumas passagens do livro (e meus questionamentos) para você julgar. Lembre-se de que, no livro, quem estaria dizendo essas coisas seria Deus, apresentado ali como três pessoas diferentes, o Pai (uma mulher negra e gorda), o Filho (um carpinteiro do Oriente Médio) e o Espírito Santo (uma mulher oriental):

“Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos. Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, em meus amados”. (Aqueles que negam a Deus, que desprezam a divindade de Jesus, que rejeitam o evangelho? As pessoas são transformadas em filhos de Deus através de um processo? Deus não quer que um budista se torne cristão?)


“Em Jesus eu perdoei todos os humanos por seus pecados contra mim, mas só alguns escolheram relacionar-se comigo (...) Quando você perdoa alguém, certamente liberta essa pessoa do julgamento, mas, se não houver uma verdadeira mudança, não pode ser estabelecido nenhum relacionamento verdadeiro”. (Todos já estão perdoados e libertos do juízo?)


“Quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos”. (O Pai, o Filho e o Espírito Santo se tornaram humanos? Tornar-se "totalmente" humanos significa abrir mão da divindade?)


“Papai não respondeu, apenas olhou para as mãos dos dois. O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele.
- Jamais pense que o que meu filho optou por fazer não nos custou caro. O amor sempre deixa uma marca significativa - ela declarou, baixinho e gentilmente. - Nós estávamos lá, juntos.
Mack ficou surpreso.
- Na cruz?" (Jesus se enganou ao clamar "Deus meu, por que me abandonaste"? O Pai tem as marcas dos cravos nas mãos, nos pés e no lado? Foi o sangue do Pai que também foi derramado na cruz?)


“Não preciso castigar as pessoas pelos pecados. O pecado é o próprio castigo, pois devora as pessoas por dentro. Meu objetivo não é castigar. Minha alegria é curar” (Não haverá um juízo?)

Basta conhecer um pouco a Bíblia para ver que não são apenas declarações inocentes ou de mera ficção, mas afirmações que comprometem a verdade. A princípio achei o livro extremamente irreverente, mas a trombada mesmo ocorreu quando o autor transforma a Trindade em pessoas visíveis, quando sabemos que na realidade apenas o Filho de Deus se tornou visível na encarnação. Jo 1:18: "Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou".

É algo extremamente sério dar uma imagem visível a Deus, pois Ele mesmo deixa isso claro em Sua Palavra. 1 Tm 6:16: "Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno". O próprio Senhor Jesus deixou clara a impossibilidade de enxergarmos o Pai: Jo 6:46: "Não que alguém visse ao Pai, a não ser aquele que é de Deus". O que podemos conhecer do Pai é o que foi revelado em Jesus, nada mais. Jo 12:45: "E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou". Cl 1:15: "O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação".

Alguém pode alegar que por se tratar de ficção, não há problema. Será? Quem pode dizer que não há problema? Acredito que só a pessoa que está sendo representada no livro, e neste caso a Pessoa é Deus, pode dizer se há ou não problema nisso. E Ele deixa claro o que pensa da idéia de ser representado de forma visível: Rm 1:22, 23 "Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível".

Dt 4:15, 16: "Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o SENHOR, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher"

Como dizia, fiz buscas e descobri que muita gente já comentou, portanto não vou reinventar a roda. Concordo basicamente com o que vi em três sites. Um é um artigo escrito por Paulo Romeiro que pode ser lido aqui(http://www.ictrindade.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=172&sg=60&id=349).Há também uma análise muito boa que encontrei no blog Tchê Noll(http://vnoll.blogspot.com/2009/01/livro-cabana-uma-analise-da-sua.html). Outro são os comentários que achei no blog "Pés descalços" de Maurilo e Vivian(http://mauevivian.blogspot.com/search?q=a+cabana). No link há vários comentários, mas vou transcrever aqui uma lista de 13 heresias do livro "A Cabana" que o autor do blog traduziu de um texto em inglês de Michael Youssef(http://www.leadingtheway.org/site/DocServer/SpecOffer_The13HeresiesExplained.pdf?docID=1821):


A Cabana (William P. Young, ed. Sextante), tem sido um livro bastante aclamado, especialmente no meio evangélico. Está sendo recomendada por muitos pastores e até a famosos músicos cristão, como Michael W. Smith. Leia a descrição do livro no site da própria editora “Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime numa tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre. Em um mundo tão cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?"


É aí que está o grande problema do livro. Na tentativa de responder a essa pergunta, Young abandona a abordagem bíblica sobre sofrimento e busca uma abordagem mais humanística, focada no homem. Young acredita no universalismo, ou seja, todos no final das contas serão salvos.

Michael Youssef do ministério Leading the Way listou 13 heresias contidas nesse livro, que é um grande best-seller nos Estados Unidos. Esse livro tem trazido muito engano a igreja, substituindo conceitos bíblicos por conceitos universalistas.

13 Heresias encontradas no livro "A Cabana"

1 – Deus Pai foi crucificado com Jesus.
Porque os olhos de Deus são puros e não podem olhar para o pecado, a Bíblia diz que Deus não olharia para seu próprio Filho amado enquanto este estava pendurado na cruz, carregando nossos pecados (Hab 1:13; Mat 27:45). Isaías 53:4-10.

2 – Deus está limitado por seu amor e não pode praticar justiça.
A Bíblia declara que o amor de Deus e sua justiça são dois lados da mesma moeda – igualmente partes da personalidade e caráter de Deus (Isaías 61:8; Oséas 2:19). Romanos 9:13

3 – Na cruz, Deus perdoou toda a humanidade, tanto os que se arrependeram quanto os que não. Alguns escolhem um relacionamento com Ele, mas Ele perdoa a todas igualmente.
Jesus explica que somente aqueles que vierem até Ele serão salvos (João 14:6).

4 – Estruturas hierárquicas, estejam na igreja ou no governo, são ruins.
Nosso Deus é um Deus de ordem (Jó 25:2). Deus nos deu regras estruturais para a igreja, incluindo como dons são utilizados e qualificacoes para os lideres (1 Cor 12, 14; 1 Tim 3).

5 – Deus nunca vai julgar as pessoas pelos seus pecados.
A palavra de Deus repetidamente chama o homem a fugir do julgamento de Deus através da fé em Jesus Cristo, Seu Filho (Rom 2:16; 2 Tim 4:1-3).

6 – Não existe hierarquia na Trindade, só um circulo de unidade.
A Bíblia diz que Jesus se submete à vontade do Pai. Isso não significa que uma Pessoa é maior ou melhor que outra, mas sim única. Jesus disse “Eu vim para cumprir a vontade daquele que me enviou. Estou aqui para obedecer ao Pai”. Jesus também disse “Eu vou te enviar o Espírito Santo”(João 4:34; 6:44; 14:26; 15:26).

7 – Deus se submete a desejos e escolhas humanas.
De maneira alguma Deus se submete a nós, Jesus disse “Estreito é o caminho que leva a vida eterna”. Nós devemos nos submeter a Ele em todas as coisas, para sua Glória e por aquilo que ele fez por nós (Mateus 7:13-15).

8 – Justiça nunca vai acontecer por causa do amor.
A Bíblia ensina que quando o amor de Deus é rejeitado, e quando a oferta de salvação e perdão é rejeitada, justiça precisa acontecer ou então Deus enviou Jesus Cristo para morrer por nada (Mateus 12:20; Rom 3:25-26).

9 – Não existe julgamento eterno ou tormento no inferno.
A própria descrição de Jesus do inferno é muito vívida... não pode ser negada (Lucas 12:5; 16:23). Enquanto a “reconciliação universal” ensina que a salvação pode ocorrer após a morte, a Bíblia diz, “aquele que não acredita já está condenado, porque não creu no nome único Filho de Deus”(João 3:18).

10 – Jesus está andando com todas as pessoas em suas diferentes jornadas a Deus e não importa qual caminho você pega para Ele.
Jesus disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”(João 14:6).

11 – Jesus está constantemente sendo transformado conosco.
Jesus, que habita no esplendor do Céus, está assentado à direita de Deus, reinando e governando o universo. A Bíblia diz, “Nele não existe mudança alguma, porque Ele é ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 11:12; 13:8; Tiago 1:17).

12 – Não é necessário fé ou reconciliação com Deus pois todos conseguiram ir para o céu.
Jesus disse que “somente aqueles que crerem em mim terão a vida eterna” (João 3:15; 3:36; 5:24; 6:40).

13 – A Bíblia não é verdadeira porque reduz Deus ao papel.
A Bíblia foi inspirada por Deus. Com certeza houve muitos homens durante 1800 anos que utilizaram a caneta (por assim dizer), cada um com uma profissão e em um ambiente diferentes, mas o Espírito Santo infundiu seu trabalho com a Palavra de Deus. Esses homens estavam escrevendo a mesma mensagem de Gênesis a Apocalipse.

Extraido de http://www.respondi.com.br/2009/09/o-que-voce-achou-do-livro-cabana.html
imagem de sefiel.com.br

sábado, 28 de janeiro de 2012

A Suficiência de Cristo


A Suficiência de Cristo

Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
João 15:5

Vemos nos dias de hoje, algo tomando o lugar de Cristo na maioria dos sermões, na maioria dos louvores, na maioria da orações, quem está tomando este lugar? o homem, que aprendeu no decorrer dos anos a requerir de Deus sempre mais, e mais, daí pode-se perguntar Deus não se agrada de quem anseia por ter mais da sua presença? antes fosse este desejo, hoje o povo quer mais, mais dinheiro, um melhor carro, um melhor emprego, um melhor alimento, hoje vemos nas canções, restitui, eu quero de volta o que é meu, Os Sonhos de deus jamais vão morrer(ou seja, os sonhos dele para nós) que vamos conquistar 100 vezes mais, Deus tem o melhor para mim.

Fica bem claro e nítido, que o mundo capitalista e consumista entrou dentro da grande maioria da igrejas, hoje para os crentes se tornou tudo descartável, inclusive as igrejas, se está igreja não está satisfazendo meus desejos, vou atrás de outra que vá saciar os meus desejos. Por isso hoje vemos, cada igreja vendendo seu peixe, há algum tempo atrás na minha cidade, uma determinada moça havia recebido um milagre, agora era a igreja (tal) a igreja dos milagres, isso em um painel bem grande, para todos verem.

Vemos da boca de muitas pessoas, vamos a tal igreja porque lá milagres acontecem, porque lá tem cura, etc e tal. Já ouvi falar de pessoas desesperadas querendo ir até a igreja de apostolo tal afim de receber uma cura. E vai além disso, nos Estados Unidos, vai tão longe a ação dos curandeiros, que eles mesmos contratavam pessoas para chegarem antes do cultos em suas cadeiras de rodas, para depois que inicia-se o benzimento, houvesse sinais de cura, veja a que ponto o homem chegou, o ponto de renegarem o próprio Cristo.

E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.2 Pedro 2:1

Hoje vemos em nossa geração presente, uma leva de pessoas preguiçosas, sem força de vontade, enjoadas, mesquinhas, egoístas. E o grande problema é que nós cristãos trazemos estes costumes enraizados em nossas vidas. E nós sinceramente precisamos abandonar urgentemente tais praticas, exemplos claros, hoje se temos algo em nossa mesa que não nos agrada, desprezamos, outro exemplo temos carros, para dar uma carona para o irmão que mora do outro lado da cidade, inventamos milhares de desculpas e acabamos levando na obrigação, reunião de oração, colocamos milhares de impecilhos e compromissos, ao envês de estarmos dobrando o joelho com os irmãos afim de estar suplicando ao Senhor unânimes pela causa de Cristo, Jejum e oração sempre, para depois, ofertas, somos tão mesquinhos que nos esquecemos que tem irmãos que estão trabalhando para obra, e necessitam de recursos, gastamos nossos dinheiros com coisas superfugas, mais não pensamos em favorecer a obra de Cristo.

Nós precisamos reaver nossos conceitos, o cristianismo dos nossos dias, é um cristianismo fraco, razo, é porque Jesus não está fazendo? com certeza não, mais o homem em assumir a sua responsabilidade, em suplicar ao Senhor para viver para Gloria eterna, como um embaixador de Cristo na terra.

O próprio Cristo disse enquanto aqui na terra, não tinha lugar onde inclinar a cabeça (Lc 9:58), o Senhor Jesus na comissão dos 12, Jesus disse nada leveis convosco, somente o necessário.

A igreja perdeu o sentido de que a seiva, a fonte de toda sua necessidade vem de Cristo, ela não necessita nada mais do que Cristo Jesus em suas vidas, o próprio Apostolo Paulo declarou em 1 Co 7:29-31, recomendando que não estivessem presos a nada deste mundo. Irmãos isso é sério nós igreja do ocidente vivemos num contexto de Cristianismo, digo a maioria, em que temos de tudo, família, conjugues, alimento, vestimenta, moradia, meio de locomoção, mais te pergunto, se hoje te tirasse tudo que é importante para você, seus pais, sua esposa, seu filho, ou seja, o que consideramos importante, você, eu continuaríamos amando ao Senhor com a mesma disposição, sem questionar a sua Soberania? É, precisamos parar e refletir.

Por isso, nós Cristãos devemos buscar no Senhor viver exclusivamente para ele, sim com certeza, pois fazendo assim, o trabalho, família, ministério será fruto de um relacionamento intenso com O Senhor, vivendo exclusivamente na dependência de Cristo, aprovando o que é agradável ao Senhor (Ef 5:10).

Precisamos entender a oração de Jesus (Mt 6:11), o pão nosso de cada dia, é totalmente suficiente para nossas vidas, não precisamos, nem de mais, nem de menos, precisamos buscar o Reino de Deus e sua justiça, devemos buscar render graças ao Senhor, primeiramente pois estamos nas palmas de suas mãos e ninguém pode nos arrebatar (Jo 10:29), já não há mais condenação para o que estão em Cristo Jesus(Rm 8:1), temos paz com Deus mediante a fé em Cristo Jesus (Rm 5:1), estamos já assentandos nas regiões celestiais com Cristo Jesus(Ef 2:6), nossos nomes estão arrolados nos céus (Lc 17:20), há uma herança incorruptível nos céus(1 Pe 1:4), viveremos com o pai pela eternidade entre os mais perfeitos louvores, habitando com a própria Triunidade Santissima.

Tudo isso através de Deus Pai, convergindo toda a nossa suficiência em Cristo. Pois sem Cristo nada disso existiria. Nem os planetas, estrelas, sol, lua, muito menos o homem. Por isso é necessário que haja um compreensão em nós Cristãos (Cl 1:27), que sem ele não existe vida, não existe relacionamento com Deus, não faz sentido as outras coisas. A Ele seja Glória pelo séculos dos séculos, Amém.

De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;Efésios 1:10
O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?
Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.
Romanos 11:33-36

Concluo com um hino da harpa Cristã 45 (Redentor Onipotente)

Redentor onipotente,
Poderoso Salvador,
Advogado onisciente
É Jesus, meu bom Senhor.

Ó Amante da minh’alma,
Tu és tudo para mim!
Tudo quanto eu careço
Acho, Jesus, só em Ti.
2
Um abrigo sempre perto,
Para todo o pecador;
Um refúgio sempre aberto,
É Jesus. meu Salvador.
3
Água viva! pão da vida!
Doce sombra no calor,
Que ao descanso nos convida.
É Jesus, meu Salvador!
4
Ó Cordeiro imaculado,
Que Seu sangue derramou,
Meus pecados expiando,
A minh’alma resgatou.
5
Fundamento inabalável!
Rocha firme e secular!
Infalível! Imutável!
Quem mo poderá tirar?
6
O caminho que, seguro,
Sempre para o céu conduz,
Quem a Cristo pronto segue,
Quem tomar a sua cruz







imagem extraida de uncaosemlimites.blogspot.com
barradogarzas.olx.com.br

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

[9 marcas] I – Pregação Expositiva (Descrição)

O ponto para começar a falar sobre as marcas da igreja saudável é onde Deus começa conosco – o modo como Ele fala conosco. Foi por aí que a nossa própria saúde espiritual veio, e é por esse caminho que a saúde de nossas igrejas virá também. Especialmente importante para qualquer um que esteja na liderança de uma igreja, mas particularmente para o pastor, é um compromisso com a pregação expositiva, um dos mais antigos métodos de pregação.

Trata-se da pregação cujo objetivo é expor o que é dito em uma passagem particular da Bíblia, explicando cuidadosamente seu significado e aplicando-o à congregação (veja Neemias 8:8). Existem, evidentemente, muitos outros tipos de pregação. Sermões tópicos, por exemplo, coletam tudo o que a Bíblia ensina sobre um único assunto, como a oração ou a contribuição. A pregação biográfica aborda a vida de alguém na Bíblia e retrata-a como uma demonstração da graça de Deus e como um exemplo de esperança e fidelidade. Mas a pregação expositiva é algo diferente – uma explicação e aplicação de uma porção particular da Palavra de Deus.

A pregação expositiva presume uma convicção na autoridade da Bíblia, mas é algo mais. Um compromisso com a pregação expositiva é um compromisso de ouvir a Palavra de Deus.

Assim como os profetas do Antigo Testamento e os apóstolos do Novo Testamento não receberam apenas uma ordem para ir e falar, mas uma mensagem específica, os pregadores cristãos de hoje têm autoridade para falar da parte de Deus somente se proclamarem as palavras dEle. Assim, a autoridade do pregador expositivo começa e termina com as Escrituras. Às vezes as pessoas podem confundir pregação expositiva com o estilo de um pregador expositivo predileto, mas não é fundamentalmente uma questão de estilo. Como outros já observaram a pregação expositiva não é tanto sobre como nós dizemos o que dizemos, mas sobre como nós decidimos o que dizer. Não é marcada por uma forma particular, mas por um conteúdo bíblico.

Pode-se aceitar alegremente a autoridade da Palavra de Deus e até mesmo professar a convicção na inerrância da Bíblia; ainda assim se na prática (propositalmente ou não) alguém não prega expositivamente, nunca pregará além do que já sabe. Um pregador pode tomar um trecho das Escrituras e exortar a congregação em um tópico que é importante sem que ele realmente pregue o ponto abordado na passagem. Quando isso acontece, o pregador e a congregação só ouvem nas Escrituras o que eles já sabiam.

Em contrapartida, quando pregamos uma passagem das Escrituras no contexto, expositivamente – tomando o ponto da passagem como o ponto da mensagem – nós ouvimos de Deus coisas que nós não pretendíamos ouvir quando começamos. Desde a chamada inicial ao arrependimento até a área de nossas vidas em que o Espírito nos condenou recentemente, a nossa salvação inteira consiste em ouvir a Deus de modos que nós, antes de ouvi-lO, nunca teríamos adivinhado. Esta submissão extremamente prática à Palavra de Deus deve ser evidente no ministério de um pregador. Não se deixe enganar: em última instância, é responsabilidade da congregação assegurar que as coisas sejam assim (observe a responsabilidade que Jesus põe sobre a congregação em Mateus 18, ou Paulo em 2 Timóteo 4). Uma igreja jamais pode colocar como supervisor espiritual do rebanho uma pessoa que não demonstra na prática um compromisso claro em ouvir e ensinar a Palavra de Deus. Agir assim é impedir inevitavelmente o crescimento da igreja, praticamente encorajando-a a só crescer até o nível do pastor. Se assim for, a igreja será conformada lentamente à mente dele, em vez de ser conformada à mente de Deus.

O povo de Deus sempre foi criado pela Palavra de Deus. Da criação em Gênesis 1 até a chamada de Abraão em Gênesis 12, da visão do vale dos ossos secos em Ezequiel 37 até a vinda da Palavra Viva, Deus sempre criou o Seu povo através da Sua Palavra. Como Paulo escreveu aos romanos, “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (10:17). Ou, como ele escreveu aos coríntios, “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1 Cor. 1:21).

Em contrapartida, quando pregamos uma passagem das Escrituras no contexto, expositivamente – tomando o ponto da passagem como o ponto da mensagem – nós ouvimos de Deus coisas que nós não pretendíamos ouvir quando começamos. Desde a chamada inicial ao arrependimento até a área de nossas vidas em que o Espírito nos condenou recentemente, a nossa salvação inteira consiste em ouvir a Deus de modos que nós, antes de ouvi-lO, nunca teríamos adivinhado. Esta submissão extremamente prática à Palavra de Deus deve ser evidente no ministério de um pregador. Não se deixe enganar: em última instância, é responsabilidade da congregação assegurar que as coisas sejam assim (observe a responsabilidade que Jesus põe sobre a congregação em Mateus 18, ou Paulo em 2 Timóteo 4). Uma igreja jamais pode colocar como supervisor espiritual do rebanho uma pessoa que não demonstra na prática um compromisso claro em ouvir e ensinar a Palavra de Deus. Agir assim é impedir inevitavelmente o crescimento da igreja, praticamente encorajando-a a só crescer até o nível do pastor. Se assim for, a igreja será conformada lentamente à mente dele, em vez de ser conformada à mente de Deus.

O povo de Deus sempre foi criado pela Palavra de Deus. Da criação em Gênesis 1 até a chamada de Abraão em Gênesis 12, da visão do vale dos ossos secos em Ezequiel 37 até a vinda da Palavra Viva, Deus sempre criou o Seu povo através da Sua Palavra. Como Paulo escreveu aos romanos, “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (10:17). Ou, como ele escreveu aos coríntios, “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1 Cor. 1:21).

Por Mark Dever. Copyright © 2012 9Marks. Website: 9marks.org
Tradução: bomcaminho.com

Extraido de http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/01/9-marcas-i-pregacao-expositiva-descricao/

Imagem de marcuspaixao.wordpress.com

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais de 200 pessoas morreram após ataques de extremistas

Um coordenador da Portas Abertas na Nigéria disse que estima que o número de mortos no ataque a bomba que aconteceu no fim de semana em Kano, Bauchi e Tafawa Balewa possa subir para mais de 200 pessoas.

A atmosfera que está em todo o norte da Nigéria permanece tensa e com grande apreensão entre os cristãos Eles dizem que agora estão enfrentando diariamente a milícia islâmica nigeriana Boko Haram.

Existem rumores de que novos ataques possam acontecer e isso traz ainda mais medo para os cristãos do país que vivem no norte do país. Muitos estão migrando para as regiões sul do país, como acontece com a maioria das pessoas que vivem na cidade de Kano.

Para os cristãos, os extremistas possuem a simpatia entre alguns funcionários do governo e de tradicionais chefes de regiões. Alguns ainda afirmam que os membros do Boko Haram estão se infiltrando nas forças de segurança, uma vez que alguns dos agressores foram vistos com uniformes de polícia.

O coordenador da Portas Abertas na Nigéria disse que as atividades na cidade foram suspensas, mas que eles pensam em continuar com os seminários e com os projetos de emergência nas áreas rurais que cercam as cidades.

Ore pelos seguintes pontos:

• Ore para que a situação no norte da Nigéria seja restaurada.

• Ore para que o governo consiga controlar essa situação tão delicada da melhor forma possível.

• Ore para que Deus proteja os cristãos e que eles possam permanecer firmes, mesmo que a incerteza e o medo venham sobre eles.

extraido de http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/01/1366064/

William Seymour e a Rua Azusa


William Seymour e a Rua Azusa

Muitas igrejas têm orado para um Pentecoste, e o Pentecoste veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde, como no passado, nascido em uma manjedoura. - The Apostolic Faith, setembro de 1906

Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus. Ele é o homem mais manso que eu já encontrei. Ele caminha e conversa com Deus. O poder dele está na sua fraqueza. Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele. - W H Durham, The Apostolic Faith, fevereiro / marco de 1907

O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles - EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos, Terceira-Onda etc).1

O início do avivamento começou com o ministério do Charles Fox Parham. Em 1898 Parham abriu um ministério, incluindo uma escola Bíblica, na cidade de Topeka, Kansas. Depois de estudar o livro de Atos, os alunos da escola começaram buscar o batismo no Espírito Santo, e, no dia 1° de janeiro de 1901, uma aluna, Agnes Ozman, recebeu o batismo, com a manifestação do dom de falar em línguas estranhas. Nos dias seguintes, outros alunos, e o próprio Parham, também receberam a experiência e falaram em línguas.2

Nesta época, as igrejas Holiness ("Santidade"), descendentes da Igreja Metodista, ensinaram que o batismo no Espírito Santo, a chamada "segunda benção", significava uma santificação, e não uma experiência de capacitação de poder sobrenatural. Os dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas, não fizeram parte da sua teologia do batismo no Espírito. A mensagem do Parham, porém, foi que o batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado com o sinal miraculoso de falar em línguas.
Parham, com seu pequeno grupo de alunos e obreiros, começou pregar sobre o batismo no Espírito Santo, e também iniciou um jornal chamado "The Apostolic Faith" (A Fé Apostólica). Em Janeiro de 1906 ele abriu uma outra escola Bíblica na cidade de Houstan, Texas.

Um dos alunos esta escola foi o William Seymour. Nascido em 1870, filho de ex-escravos, Seymour estava pastoreando uma pequena igreja Holiness na cidade, e já estava orando cinco horas por dia para poder receber a plentitude do Espírito Santo na sua vida.

Seymour enfrentou as leis de segregação racial da época para poder freqüentar a escola. Ele não foi autorizado ficar na sala de aula com os alunos brancos, sendo obrigado a assistir as aulas do corredor. Seymour também não pude orar nem receber oração com os outros alunos, e conseqüentemente, não recebeu o batismo no Espírito Santo na escola, mesmo concordando com a mensagem.

Uma pequena congregação Holiness da cidade de Los Angeles ouviu sobre Seymour e o chamou para ministrar na sua igreja. Mas quando ele chegou e pregou sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, Seymour logo foi excluído daquela congregação.
Sozinho na cidade de Los Angeles, sem sustento financeiro nem a passagem para poder voltar para Houston, Seymour foi hospedado por Edward Lee, um membro daquela igreja, e mais tarde, por Richard Asbery. Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração para sete horas por dia, pedindo que Deus o desse "aquilo que Parham pregou, o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram."1

Uma reunião de oração começou na casa da família Asbery, na Rua Bonnie Brae, número 214. O grupo levantou uma oferta para poder trazer Lucy Farrow, amiga de Seymour que já tinha recebido o batismo no Espírito Santo, da cidade de Houston. Quando ela chegou, Farrow orou para Edward Lee, que caiu no chão e começou falar em línguas estranhas.

Naquela mesma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, e a maioria das pessoas presentes começaram falar em línguas. Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca tiver aprendido a tocar.
A partir dessa noite, a casa na Rua Bonnie ficou lotado com pessoas buscando o batismo no Espírito Santo. Dentro de poucos dias, o próprio Seymour também recebeu o batismo e o dom de línguas.

Uma testemunha das reuniões na Rua Bonnie Brae disse:

Eles gritaram durante três dias e três noites. Era Páscoa. As pessoas vieram de todos os lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entraram, elas caiaram debaixo do poder de Deus; e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá até as fundações da casa cederam, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias havia muitas pessoas que receberam o batismo. Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entraram.1

Sabendo que a casa na Rua Bonnie Brae estava ficando pequena demais para as multidões, Seymour e os outros procuravam um lugar para se reunir. Eles acharam um prédio, na Rua Azusa, número 312, que tinha sido uma igreja Metodista Episcopal mas, depois de ser danificado num incêndio, foi utilizado como estábulo e depósito. Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906.
Muitos cristãos na cidade de Los Angeles e cidades vizinhas já estavam esperando por um avivamento. Frank Bartleman e outros estiveram pregando e intercedendo por um avivamento como aquilo que Deus estava derramando sobre o país de Gales.

Num folheto escrito em novembro de 1905, Barteman escreveu:

A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta... O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.
Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus saía: "Haja luz"...
Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?3


O pastor da Primeira Igreja Batista, Joseph Smale, visitou o avivamento em Gales, e reuniões de avivamento continuavam para alguns meses na sua igreja, até que ele foi demitido pela liderança. Bartleman escreveu e recebeu cartas de Evan Roberts, o líder do avivamento de Gales. Mas o avivamento começou com o pequeno grupo de oração dirigido por Seymour. Depois de visitar a reunião na Rua Bonnie Brae, Bartleman escreveu:

Havia um espírito geral de humildade manifesto na reunião. Eles estavam apaixonados por Deus. Evidentemente o Senhor tinha achado a pequena companhia, ao lado de fora como sempre, através de quem Ele poderia operar. Não havia uma missão no país onde isso poderia ser feito. Todas estavam nas mãos de homens. O Espírito não pôde operar. Outros mais pretensiosos tinham falhados. Aquilo que é estimado por homem foi passado mais uma vez e o Espírito nasceu novamente num "estábulo" humilde, por fora dos estabelecimentos eclesiásticos como sempre.3

Interesse nas reuniões na Rua Azusa aumentou depois do terrível terremoto do dia 18 de abril, que destruiu a cidade vizinha de San Francisco. Duras críticas das reuniões nos jornais da cidade também ajudavam a espalhar a noticia do avivamento.
Como no avivamento de Gales, as reuniões não foram dirigidas de acordo com uma programação, mas foram compostos de orações, testemunhos e cânticos espontâneos. No jornal da missão, também chamado "The Apostolic Faith", temos a seguinte descrição dos cultos:

"As reuniões foram transferidas para a Rua Azusa, e desde então as multidões estão vindo. As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus. As pessoas estão buscando no altar três vezes por dia, e fileiras e mais fileiras de cadeiras precisam ser esvaziadas e ocupadas com os que estão buscando. Não podemos dizer quantas pessoas têm sido salvas, e santificadas, e batizadas com o Espírito Santo, e curadas de todos os tipos de enfermidade. Muitos estão falando em novas línguas e alguns estão indo para campos missionários com o dom de línguas. Estamos buscando mais do poder de Deus."4

Frank Bartleman também escreveu sobre os cultos na Rua Azusa:

O irmão Seymour normalmente se sentou atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra. Ele acostumava manter sua cabeça dentro da caixa de cima durante a reunião, em oração. Não havia nenhum orgulho lá. Os cultos continuavam quase sem parar. Almas sedentas poderiam ser encontradas debaixo do poder quase qualquer hora, da noite ou do dia. O lugar nunca estava fechado nem vazio. As pessoas vieram para conhecer Deus. Ele sempre estava lá. Conseqüentemente, foi uma reunião contínua. A reunião não dependeu do líder humano. Naquele velho prédio, com suas vigas baixas e chão de barro, Deus despedaçou homens e mulheres fortes, e os juntou novamente, para a Sua glória. Era um processo tremendo de revisão. O orgulho e a auto-asserção, o ego e a auto-estima, não podiam sobreviver lá. O ego religioso pregou seu próprio sermão funerário rapidamente.
Nenhum assunto ou sermão foi anunciado de antemão, e não houve nenhum pregador especial por tal hora. Ninguém soube o que poderia acontecer, o que Deus faria. Tudo foi espontâneo, ordenado pelo Espírito. Nós quisemos ouvir de Deus, através de qualquer um que Ele poderia usar para falar. Nós tivemos nenhum "respeito das pessoas." O rico e educado foi igual ao pobre e ignorante, e encontrou uma morte muito mais difícil para morrer. Nós reconhecemos somente a Deus. Todos foram iguais. Nenhuma carne poderia se gloriar na presença dele. Ele não pôde usar o opiniático. Essas foram reuniões do Espírito Santo, conduzidas por Deus. Teve que começar num ambiente pobre, para manter o elemento egoísta, humano, ao lado de fora. Todos entraram juntos em humildade, aos pés dele.3

Notícias sobre as reuniões na Rua Azusa começaram a se espalhar, e multidões vierem para poder experimentar aquilo que estava acontecendo. Além daqueles que vierem dos Estados Unidos e da Canadá, missionários em outros países ouvirem sobre o avivamento e visitavam a humilde missão. A mensagem, e a experiência, "Pentecostal" foi levada para as nações. Novas missões e igrejas Pentecostais foram estabelecidas, e algumas denominações Holiness se tornaram igrejas Pentecostais. Em apenas dois anos, o movimento foi estabelecido em 50 nações e em todas as cidades nos Estados Unidos com mais de três mil habitantes.5

A influência da missão da Rua Azusa começou a diminuir à medida que outras missões e igrejas abraçaram a mensagem e a experiência do batismo do Espírito Santo. Uma visita de Charles Parham à missão, em outubro de 1906, resultou em divisão e o estabelecimento de uma missão rival. Parham não se conformava com a integração racial do movimento, e criticou as manifestações que ele viu nas reuniões.

Em setembro de 1906 a Missão da Rua Azusa lançou o jornal "The Apostolic Faith", que foi muito usado para espalhar a mensagem Pentecostal, e continuou até maio de 1908, quando a mala direta do jornal foi indevidamente transferida para a cidade de Portland, assim efetivamente isolando a missão de seus mantenedores.

O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje. William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembleia de Deus dos EUA), Daniel Burg (fundador da Assembleia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil).6

Pr Paul David Cull
Ministério Avivamento Já



Extraide de http://www.avivamentoja.com/pmwiki.php?n=Passado.Azusa
imagens de http://www.blogshema.com/2011/06/shema-na-historia-o-avivamento-de-azusa.html
verdadexpressa.blogspot.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

[DEVOCIONAL] Imperfeição: A Marca de Todos os Perfeitos

Imperfeição: A Marca de Todos os Perfeitos

Meditação sobre hebreus 10.14

Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.

Duas coisas são bastante encorajadoras em nossa condição imperfeita como pecadores salvos.

Primeira, observe que Cristo aperfeiçoou seu povo, e esse aperfeiçoamento já está completo. “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”. Ele o fez; e o fez para sempre. O aperfeiçoamento de seu povo está completo, para sempre. Isso significa que os crentes não pecam? Não ficam doentes? Não fazem erros matemáticos na escola? Já somos perfeitos em nosso comportamento e atitudes?

Neste versículo, há uma razão evidente que nos faz saber que essa não é a nossa situação. Qual é essa razão? É a última frase. Quais são as pessoas que foram aperfeiçoadas para sempre? Aquelas que “estão sendo” santificadas. A ação contínua do tempo presente do verbo grego é importante. Aqueles que “estão sendo santificados” ainda não estão completamente santificados no sentido de não pecarem mais. Do contrário, eles não continuariam sendo santificados.

Portanto, temos a combinação que nos deixa perplexos: aqueles que Cristo “aperfeiçoou” são aqueles que “estão sendo santificados”. Podemos também pensar nos capítulos 5 e 6 de Hebreus e recordar que esses crentes eram qualquer coisa, exceto perfeitos. Por exemplo, em Hebreus 5.11, o autor sagrado diz: “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir”. Podemos, então, dizer com certeza que “aperfeiçoou”, em Hebreus 10.14, não significa que somos aperfeiçoados a ponto de não pecarmos mais nesta vida.

O que isso significa? A resposta é dada nos versículos seguintes (15 a 18). O autor bíblico explica o que pretendia dizer, ao citar Jeremias referindo-se à nova aliança, ou seja, que na nova aliança, que Cristo selou com seu próprio sangue, há perdão total para todos os nossos pecados. Os versículos 17 e 18 dizem: “Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades, para sempre. Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado”. Portanto, ele explica a perfeição presente em termos (pelo menos) de perdão.

O povo de Cristo é aperfeiçoado agora no sentido de que Deus remove todos os nossos pecados (Hebreus 9.26), perdoa-os e nunca mais se lembra deles como base para condenação. Neste sentido, permanecemos diante dEle como pessoas perfeitas. Quando Deus olha para nós, Ele não nos imputa qualquer de nossos pecados — passado, presente ou futuro. Deus não lança mão de nossos pecados, novamente, para usá-los contra nós.

Agora observe, em segundo lugar, em favor de quem Cristo fez esta obra de aperfeiçoamento, na cruz. Hebreus 10.14 nos diz: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”. Você pode afirmá-lo de modo significativo nestes termos: “Cristo aperfeiçoou para sempre aqueles que estão sendo aperfeiçoados”. Ou: “Cristo santificou completamente aqueles que estão sendo santificados”. Isto é o que o autor sagrado realmente diz no versículo 10: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas”. Assim, no versículo 10, nós fomos “santificados”. O versículo 14 diz que estamos “sendo santificados”.

Isto significa que você pode saber que mantém uma posição de perfeição aos olhos de seu Pai celestial, se está se movendo de sua imperfeição presente e se encaminhando em direção a mais e mais santidade, pela fé em sua graça futura. Permita-me dizer, novamente, que, por causa de seu encorajamento para pecadores imperfeitos como nós e de sua plena motivação à santidade, Hebreus 10.14 significa que você pode ter certeza de que permanece perfeito e completo aos olhos de seu Pai celestial, não porque você é perfeito agora, mas exatamente porque você não é perfeito agora e está sendo santificado — sendo tornado santo.

Você pode ter certeza de sua posição como pessoa perfeita diante de Deus, porque, pela fé nas promessas de Deus, você está se movendo de suas imperfeições hesitantes em direção a mais e mais santidade. Nossa imperfeição remanescente não é uma evidência de nossa desqualificação, e sim uma marca de todos aqueles que Deus “aperfeiçoou para sempre” — se estamos no processo de sermos transformados (2 Coríntios 3.18).

Anime-se. Fixe seus olhos naquela obra de aperfeiçoamento que Cristo fez para sempre. E resista a todo pecado conhecido.

Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL
Permissões: a postagem de trechos deste livro foi realizada com permissão da Editora Fiel. Se você deseja mais informações sobre permissões contate-os.

Extraido de http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/01/devocional-imperfeicao-a-marca-de-todos-os-perfeitos/

Renato Vargens - Os Problemas do movimento gospel no Brasil



Terceira palestra da Conferência Regional no Rio de Janeiro, em Novembro de 2011.

Extraido de http://canteasescrituras.com/2011/12/renato-vargens-os-problemas-do-movimento-gospel-no-brasil/

Reinicie sua vida de oração


Joe Thorn – Reinicie sua vida de oração

Há pouco tempo, confessei a um amigo que frequentemente me sentia mais como um deísta que cristão. Ele sabia exatamente o que eu queria dizer. Eu estava tendo problemas com oração.

Um deísta não crê que Deus está envolvido ativamente no mundo, mas que criou o universo para funcionar sozinho e foi embora. Em outras palavras, Deus não se envolve com nosso mundo ou nossas vidas. Ele é essencialmente ausente. Em um mundo assim, a oração seria algo sem sentido, pois Deus não escutaria, muito menos interviria em nosso favor. Em contraste, o cristão crê que Deus é um Deus de providência; que ele ativamente governa todos os assuntos do mundo e está intimamente envolvido mesmo em detalhes de nossas vidas. A grama que cresce, a morte de pássaros, a prosperidade de um, e a pobreza de outro, quando e onde viveremos, e o dia de nossa morte são assuntos que Deus está cuidadosamente supervisionando. Uma vez que Deus está ligado ao nosso mundo e às nossas vidas, simplesmente faz sentido que desejemos apelar a ele em oração.

Oração é o derramar de modo sincero, consciente e afetuoso o coração ou alma diante de Deus, por meio de Cristo, no poder e ajuda do Espírito Santo, por aquelas coisas que Deus tem prometido ou de acordo com a Palavra, pelo bem da igreja, com submissão, em fé, à vontade de Deus. (John Bunyan)

De fato, Deus nos convida a termos comunhão com ele; falar com ele sobre nossos desejos e experiências – nossas necessidades e feridas. Ele nos chama a chamá-lo e ele responde. Deus age. E, ainda assim, a oração é muito frequentemente um dom maravilhoso que deixo passar despercebido. Então, quando digo que me sinto mais deísta que cristão, estou confessando que minha vida de oração é normalmente muito pequena, e nem sempre reflete a crença no Deus que está lá, que se importa e se envolve. Assim, enquanto passava muito tempo trabalhando minha prática de oração, cheguei a algumas conclusões.

Eu estava orando muito pouco.

Eu estava orando com pouca paixão.

Eu estava orando com muito pouco otimismo (essa é uma maneira legal de dizer que eu estava orando com pouca fé).

Assim, enquanto estive pensando sobre as implicações de minha teologia sobre oração, e procurando entendimento de como uma vida saudável de oração se pareceria, também comecei a criar um plano para reiniciar tudo. O objetivo, para simplificar, é desenvolver uma atitude e um espírito de oração mais constantes a cada dia. Aqui está como recomecei minha vida de oração. Pode ser útil para alguns de vocês por aí.

1. Defina oração corretamente.

Sim, a oração pode ser entendida simplesmente como conversar com Deus. Mas, o que muitos precisam é de uma perspectiva teológica robusta sobre a oração. Um dos meus tratamentos favoritos no assunto é a famosa definição de John Bunyan. Seu conceito de oração é claro e útil.

Oração é o derramar de modo sincero, consciente e afetuoso o coração ou alma diante de Deus, por meio de Cristo, no poder e ajuda do Espírito Santo, por aquelas coisas que Deus tem prometido ou de acordo com a Palavra, pelo bem da igreja, com submissão, em fé, à vontade de Deus.

Esta definição bíblica de oração merece uma considerável meditação. Melhor ainda – leia Bunyan neste assunto. Por que isto é importante? Quanto melhor você entender o que oração é, melhor se tornará sua vida de oração. Por exemplo, para a oração ser legítima, Bunyan diz que deve ser afetuosa. Isso caracteriza sua conversa com Deus, ou é ela seria mais uma recitação, uma leitura fria de uma lista de compras com suas necessidades? Não realizarei uma exegese dessa definição agora, mas dedique tempo pensando nas implicações. Você pede por coisas que Deus prometeu, de acordo com a Palavra? Você ora submetendo-se a si mesmo à sabedoria e caminhos de Deus? Você ora em fé – crendo? Definir claramente o que oração é nos ajuda a guiar e avaliar nossas orações.

2. Agende-se para um tempo maior de oração.

Orações casuais e espontâneas são algo bom, mas orações planejadas e formais também são. Separe um tempo do dia para estar a sós com Deus. No início da manhã, no fim da noite, na pausa do almoço – o que for. Dedique um tempo para acalmar-se e entrar em um período de comunhão real com Deus. Eu sei que alguns entendem que agendar orações parece algo artificial, mas esse tipo de pensamento também despreza um encontro marcado com um cônjuge. Marcar uma saída com sua esposa significa falta de intimidade? Espero que não. A verdade é que, sem ter um horário marcado, será bem mais difícil ter um tempo maior de oração.

3. Aprenda um método de oração

Reservar um tempo a mais com Deus é complicado para muitos, e sem um método para guiar, esses períodos são frequentemente roubados por assuntos urgentes, ansiosos para tomar nossa atenção. Mesmo voltar ao momento de oração pode ser difícil. Aqui está o modelo que sigo:

Salmo (um salmo diferente cada vez que oro): É útil pois atrai meu foco para o caráter e a obra de Deus, prepara minha mente e meu coração em uma direção em que posso funcionar bem durante o período.

Adoração: Adorar a Deus por quem ele é, o que ele tem feito. É focar sua glória. Os salmos são particularmente úteis aqui, e esse aspecto da oração depende bastante de termos uma teologia bem desenvolvida.

Confissão: Dedicar tempo considerando, confessando e crucificando o pecado.

Gratidão: Agradecer a Deus por sua provisão, cuidado, promessas, etc.

Súplica: Nossos pedidos a Deus por necessidades nossas e de outros.

4. Crie lembretes para incentivá-lo durante o dia

Lembretes são incentivos ou suportes que nos levam a orar durante o dia. Isso não é simplesmente adicionar outro ritual, mas chamar a si mesmo de volta a um padrão de mente em que você reconhece que Deus está presente com você, e que você está sempre dependente dele. Seja criativo e use a tecnologia como lembrete. Cole bilhetes no vidro do seu espelho, post-its na sua agenda, deixe uma mensagem de voz no trabalho, envie um e-mail para si mesmo, consiga que amigos prometam te ligar aleatoriamente para lembrar-lhe de orar, etc.

5. Aprimore-se na oração curta

A oração curta é um interação breve, espontânea e informal que você tem com Deus. Pode ser louvor, pedido ou confissão. Eu digo que a oração curta deve ser “aprimorada” porque ela não pode ser simplesmente a oração de um preguiçoso, em que Deus é tratado com menos interesse que a moça do drive-trhu. Para aprimorar-se na oração curta, não devemos apenas ter em mente a definição correta de oração (é claro que ainda se aplica aqui!), também temos de nos exercitar em “praticar a presença” de Deus. A não ser que aprendamos a caminhar todos os dias com a consciência de que Deus está conosco e de que somos dependentes deles, nunca dominaremos a arte da oração curta.

Por Joe Thorn. Copyright © JOE THORN. joethorn.net
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Original aqui

Extraido de http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/01/os-meios-da-graca-oracao-3-reinicie-sua-vida-de-oracao/
Imagem extraida de pibteresopolis.org.br

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O REINO DE CRISTO NÃO É DESTE MUNDO, MAS CRISTO GOVERNA ESTE MUNDO


[Nota: A frase “o reino de Deus” tem significados diferentes, dependendo do contexto. Para um tratamento completo da doutrina do reino de Deus, veja The Kingdom of God de Brian Schwertley]

Existem pessoas que creem que a declaração de Cristo “Meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36b) significa que o reino de Deus está estreitamente confinado a coisas como céu, o indivíduo, e/ou a igreja; como tal, o reino de Cristo não tem nada a ver com os reinos deste mundo. Mas essa visão têm vários problemas.

Primeiro, não existe razão para insistir que “deste mundo” signifique “nada a ver com o mundo”. Os discípulos de Cristo estão no mundo, mas “não são do mundo” (João 15.19b). Dessa forma, “o mundo” em João 15 não exclui os discípulos de Cristo de estarem envolvidos com o mundo. Nem significa que eles não devem trabalhar, pela graça de Deus, para transformar o mundo — e de fato, a Grande Comissão requer que os discípulos de Cristo tentem fazer exatamente isso (Mt 28.18-20).

Segundo, embora o reino de Cristo não seja deste mundo, ele está sobre este mundo: “O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” (Salmos 103.19) (ênfase minha). Cristo, dessa forma, é Rei sobre o mundo (1Tm 6.15; cf. Ef 1.20-22).

O mesmo Cristo que disse a Pilatos “Meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36b) também disse a Pilatos “Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado” (João 19.11b). O reino dos homens está subordinado ao reino de Deus:

Esta sentença é por decreto dos vigias, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele. (Daniel 4.17)

A Grande Comissão reconhece que o reino de Cristo é sobre o mundo: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 28.18).

É porque os reinos terrenos estão subordinados ao reino de Deus, e por isso devem se submeter a este, que Pilatos pecou em seu tratamento para com Jesus. Como Jesus disse a Pilatos em João 19.11c, “Mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem”. Havia um pecado maior que o de Pilatos, mas a despeito disso Pilatos havia pecado. Por outro lado, se o reino de Deus não tem nada a ver com este mundo, então os reinos terrenos não teriam nenhuma responsabilidade moral diante de Deus, e portanto Pilatos não teria pecado.

Terceiro, “deste mundo” tem a ver com fonte de poder. “O reino de Cristo não deriva a sua origem do mundo” [1] — assim, o reino de Cristo não é deste mundo no sentido que ele não existea partir do mundo. De fato, o mesmo versículo que diz “Meu reino não é deste mundo” continua para dizer a mesma coisa — “mas o meu reino não é daqui” (Jo 18.36d). “Pelo contrário, o seu reino foi lhe dado por seu Pai (Dn 7,14)”, [2] e portanto, Deus tem tudo a ver com governo civil.

Quarto, em João 18.36 também lemos: “Se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus”. Alguns interpretam isso como significando que os governantes não podem usar a espada para fazer cumprir as leis civis de Deus. Mas devemos rejeitar isso de pronto, visto que os governantes são obrigados a usar a espada para punir os malfeitores de acordo com as exigências de Deus (Rm 13.4).

É verdade que os servos de Cristo “não ‘pelejam’ para estabelecer o Seu reino, ou mesmo para espalhar o Seu reino sobre a terra”.[3] O reino de Cristo avança “pelo Espírito Santo regenerando pecadores à medida que o evangelho é proclamado: ‘Não por força, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos’ (Zc 4.6)”.[4] “Isso, contudo, não significa que o Estado não deve proteger o reino de Cristo de ataques, pois os magistrados civis devem garantir que o povo de Deus possa viver ‘uma vida quieta e sossegada, em toda piedade e honestidade’ (1Tm 2.2)”.[5]

Observemos a razão que Jesus dá para dizer que os seus servos pelejariam se o Seu reino fosse deste mundo: “Se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus” (ênfase minha). Nada há nessa razão que se oponha a fazer cumprir a lei civil bíblica, visto que fazer cumprir a lei civil bíblica e impedir Jesus de ser entregue aos judeus são dois conceitos inteiramente diferentes. Em outras palavras, o uso da espada pelos servos de Jesus para impedir que Jesus fosse entregue aos seus inimigos e o uso da espada pelo Estado para reforçar a justiça de Deus não são a mesma coisa.

Talvez a razão pela qual Cristo conecta um reino terreno com os Seus servos lutando para impedi-lo de ser entregue aos judeus é que se ele fosse um mero rei terreno, e seus inimigos o destruíssem, o seu reino cessaria de existir. O único recurso seria os seus servos lutarem, para protegerem o seu rei e o seu reino. Mas Cristo não é um mero rei terreno; sendo Deus, ele governa sobre todos. Ele ser entregue aos judeus era parte do plano soberano de Deus, e dessa forma os inimigos de Cristo não podiam fazer nenhum dano ao Seu reino. Assim, não havia necessidade dos servos de Cristo lutarem para impedi-lo de ser entregue aos judeus.

Devemos adicionar que tivesse os discípulos de Cristo impedido a sua crucificação com uma revolta armada, de modo algum haveria qualquer base para o aspecto-igreja do reino avançar, visto que o avanço desse reino depende da obra salvadora de Cristo.

Quinto, aqueles que consistentemente enfatizam a ideia de que os cristãos nunca deveriam ter algo a ver com a espada devem ser pacifistas em toda situação concebível. Isso significaria o absurdo de não haver qualquer base moral para os cristãos se envolverem com o governo civil, guerra justa, autodefesa, e defesa de outros.

Sexto, e finalmente, não esqueçamos a Oração do Senhor, que menciona “Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.9b-10). Dessa forma, os cristãos devem desejar ver que todos os homens na terra – o que inclui os governantes civis – reconheçam e se submetam ao Reino de Deus. Assim, sustentar que o reino de Cristo não tem nada a ver com os reinos deste mundo é negar a própria Oração do Senhor.

[1] Daniel F. N. Ritchie, A Conquered Kingdom: Biblical Civil Government (Saintfield, Northern Ireland: Reformed Worldview Books, 2008), 92.

[2] Ibid.

[3] Ibid., 93.

[4] Ibid.

[5] Ibid. Sobre a frase “pelejariam os meus servos”, João Calvino escreve: “Ele [Jesus] prova que não tinha como objetivo um reino terreno, pois ninguém se move, ninguém se arma em seu favor; pois se um indivíduo particular reivindica autoridade real, ele deve conquistar o poder por meio de homens sediciosos. Nada desse tipo é visto em Cristo; e, portanto, segue-se que ele não é um rei terreno.

“Mas aqui surge uma questão: não é lícito defender o reino de Cristo com armas? Pois quando os Reis e Príncipes são ordenados a beijar o Filho de Deus (Salmo 2.10-12), não somente são eles intimados a se submeter à Sua autoridade em suas atribuições privadas, mas também a empregar todo o poder que possuem para defender a Igreja e manter a piedade. Respondo, primeiro, que aqueles que extraem essa conclusão, que a doutrina de Evangelho e a adoração pura de Deus não deveriam ser defendidas por armas, são raciocinadores inábeis e ignorantes; pois Cristo argumenta somente a partir de fatos do caso em questão, de quão frívolas eram as calúnias que os judeus tinham trazido contra ele. Em segundo lugar, embora reis piedosos defendam o reino de Cristo pela espada, ainda assim isso é feito de uma maneira diferente daquela pela qual os reinos mundanos são costumeiramente defendidos; pois o reino de Cristo, sendo espiritual, deve estar fundamentado sobre a doutrina e o poder do Espírito. A sua edificação também é promovida da mesma maneira; pois nem as leis nem os decretos dos homens, nem os castigos infligidos por eles, entram nas consciências. Todavia, isso não impede os princípes de acidentalmente defender o reino de Cristo; em parte estabelecendo disciplina externa, e em parte protegendo a Igreja contra os homens ímpios. Contudo, por causa da depravação do mundo, o reino de Cristo é fortalecido mais pelo sangue dos mártires do que pela ajuda das armas.” John Calvin, Commentary on the Gospel According to John: Volume Second, William Pringle, trans. (Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans Publishing Company, 1949), 210, 211.


Fonte: http://theonomyresources.blogspot.com/
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – janeiro/2012

Extraido texto e imagem de http://monergismo.com/steve-halbrook/o-reino-de-cristo-nao-e-deste-mundo-mas-cristo-governa-este-mundo/

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ore pela vida de Alimjan Yimit
Após a notícia de que o caso de Alimjan Yimit seria revisto no dia 23 de agosto, não existem mais notícias sobre o seu caso ou sobre a revisão que as autoridades fariam de seu caso.

Alimjan Yimit é um líder de uma igreja doméstica chinesa que foi preso por causa de suas atividades cristãs entre os Uigures, grande grupo étnico chinês. Alimjan é casado com Gulnur e eles tem dois filhos pequenos.

Eles vivem em Xinjiang, uma região onde predomina a etnia Uigur, no noroeste da China. Alimjan é um cristão de origem muçulmana e foi condenado a 15 anos de prisão em 2008 por supostamente “fornecer segredos do Estado para organizações estrangeiras.”

Alimjan apelou para o tribunal rever a sua sentença de 15 anos, mas em 16 de março de 2010 o recurso foi negado. A sua família não tinha autorização para vê-lo, mas conseguiram autorização para visitá-lo na prisão a partir de abril de 2010, 2 anos depois de sua prisão.

A esposa de Alimjan disse que somente os familiares podem visitá-lo uma vez por mês, e disse que ele estava visivelmente mais magro, o que a deixou preocupada, pois acha que o marido pode estar sendo maltratado na prisão. Eles agradecem pelas orações e pedem que elas continuem sendo feitas pela libertação.

Por favor, ore pelos seguintes pontos:

1. Por Alimjan e por sua família para que eles possam estar ainda mais unidos durante esse período tão difícil.

2. Que Deus fortaleça Alimjan para que ele possa aguentar os sofrimentos e pressões dentro da prisão.

Assine também o abaixo-assinado que pede a libertação de Alimjan Yimit da prisão no link: www.freealim.com



Extraido de portasabertas.org.br

sábado, 21 de janeiro de 2012

[Teologia Visual] Ordo Salutis – Infográfico


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Origem da confissão e catecismo de Westminster por A. A. Hodge

A maioria das confissões das igrejas reformadas e luteranas foi composta por autores individuais, ou por um pequeno grupo de teólogos a quem coube a tarefa de delinear um padrão de doutrina. E assim, Lutero e Melancthon foram os principais autores da Confissão Augsburg, o padrão de fé e laço comum de união das igrejas luteranas. A Segunda Confissão Helvética foi composta por Bullinger, a quem a obra foi confiada por um grupo de teólogos suíços; e o celebrado Catecismo Heidelberg foi composto por Ursino e Oleviano, os quais foram designados para isso por Frederico III, Príncipe Coroado do Palatinado. A Antiga Confissão Escocesa, que foi o padrão da Igreja Presbiteriana da Escócia por quase um século antes da adoção da Confissão Westminster, foi composta por um comitê de seis teólogos, sob cuja liderança estava John Knox, designado pelo Parlamento Escocês. Os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra e da Igreja Episcopal da América foram preparados pelos bispos daquela Igreja em 1562, como resultado da revisão de “Os Quarenta e Dois Artigos de Eduardo VI”, os quais foram delineados pelo Arcebispo Crammer e o Bispo Ridley, em 1551.

Os Cânones do Sínodo de Dort, de grande autoridade entre todas as igrejas reformadas, e o Padrão da Igreja da Holanda, foram, de um lado, delineados por um grande Sínodo internacional reunido em Dort pelos Estados Gerais dos Países Baixos, e composto de representantes de todas as igrejas reformadas, com exceção da França. E a Confissão de Fé e os Catecismos de nossa Igreja foram compostos por uma grande e ilustre assembleia nacional de teólogos e civis reunidos em Westminster, Inglaterra, pelo Grande Parlamento, de 1 de julho de 1643 a 22 de fevereiro de 1648. Um relato bastante breve da mesma é o propósito deste capítulo.

A Reforma na Escócia havia recebido seu primeiro impulso desde a volta do ilustre Patrick Hamilton, em 1527, do Continente, onde desfrutara das instruções de Lutero e Melancthon. Ela não foi em qualquer grau uma revolução política, nem se originou das classes governantes. Foi puramente uma revolução religiosa, operada entre as massas populares e a corporação da própria Igreja, sob a direção, em diferentes tempos, de diversos líderes eminentíssimos, dos quais os principais foram John Knox e Andrew Melville. “A Igreja da Escócia arquitetou sua Confissão de Fé e seu Primeiro Livro de Disciplina, e em sua primeira Assembleia Geral elaborou seu próprio governo, sete anos antes de receber a sanção da Legislatura. Sua primeira Assembleia Geral foi reunida em 1560, quando o primeiro Ato do Parlamento, reconhecendo-a como Igreja Nacional, se deu em 1567.” Ela continuou a manter num grau equilibrado sua independência da ordem civil e sua integridade como uma Igreja Presbiteriana até depois que o Rei Tiago assumiu o trono da Inglaterra. Após isso, através da influência inglesa e o crescente poder do trono, a independência da Igreja da Escócia foi amiúde temporariamente destruída. Em resistência a essa invasão de suas liberdades religiosas, os amigos da liberdade e da religião reformada entre a nobreza, o clero e o povo escocês subscreveram o sempre memorável Pacto Nacional, em Edinburgh, em 28 de fevereiro de 1638, bem como a Liga e Pacto Solenes entre os reinos da Inglaterra e Escócia, em 1643. “Esta Liga e Pacto Solenes (subscrita pela Assembleia Geral escocesa, o Parlamento inglês e a Assembleia de Westminster) obrigou os reinos unidos a promoverem a preservação da religião reformada na Igreja da Escócia, em doutrina, culto, disciplina e governo, bem como a reforma da religião nos reinos da Inglaterra e Irlanda, segundo a Palavra de Deus e o exemplo das melhores igrejas reformadas.” Foi em apoio do mesmo desígnio de assegurar em ambos os reinos a liberdade religiosa, uma reforma mais perfeita e uniformidade eclesiástica, que o povo escocês deu a eficaz corroboração de sua simpatia ao Parlamento Inglês em sua luta contra Carlos I, e para que a Igreja escocesa enviasse seus mais eminentes filhos como delegados à Assembleia em Westminster.

A Reforma na Inglaterra apresenta duas fases distintas – a de uma genuína obra da graça e a de uma revolução política e eclesiástica. No primeiro caráter, ela foi introduzida pela publicação da Palavra de Deus – o Novo Testamento Grego de Erasmo, publicado em Oxford, em 1517; e a tradução inglesa da Bíblia por Tyndale, a qual foi enviada de Worms para a Inglaterra em 1526. Pelo uso da Bíblia inglesa, juntamente com os trabalhos de muitos homens verdadeiramente piedosos, tanto entre o clero quanto entre os leigos, uma revolução totalmente popular se operou na religião da nação, e seu coração tornou-se permanentemente protestante. Os reais reformadores da Inglaterra, tais como Crammer, Ridley, Hooper, Latimer e Jewell, eram genuinamente evangélicos e totalmente calvinistas, em plena sintonia e constante correspondência com os grandes teólogos e pregadores da Suíça e Alemanha. Isso é ilustrado em seus escritos – nos Quarentas e Dois Artigos de Eduardo VI, 1551; os presentes artigos doutrinais da Igreja da Inglaterra, apresentados em 1562; e ainda nos Artigos de Lambeth, elaborados pelo Arcebispo Whitgift, cerca de 1595.

Ainda que essa obra de genuína reforma fosse em primeira instância materialmente acrescida pela revolução político-eclesiástica introduzida por Henrique VIII, e confirmada por sua filha Rainha Elizabete, foi, não obstante, grandemente impedida e prematuramente controlada por ela. O “Ato de Supremacia”, o qual fez do soberano a cabeça terrena da Igreja, e sujeitou todas as questões doutrinais, a ordem da Igreja e a disciplina, ao seu controle absoluto, possibilitou Elizabete de manipular as mudanças constitucionais na Igreja estabelecidas pelo processo de reforma naquele preciso ponto que foi determinado por seus pendores mundanos e sua ambição de poder. Uma hierarquia aristocrática, naturalmente mancomunada com a Corte, tornou-se um instrumento fácil da Coroa na repressão tanto da liberdade religiosa quanto da liberdade civil do povo. Gradualmente a luta entre o partido chamado Puritano e o partido repressivo da Corte tornou-se mais intensa e mais amarga durante todo o período dos reinados de Tiago I e Carlos I. Um novo elemento de conflito foi introduzido no fato de que o despótico partido da Corte naturalmente abandonou o calvinismo dos fundadores da Igreja e adotou aquele arminianismo que tem sempre prevalecido entre os parasitas do poder arbitrário e os devotos de uma religião igrejeira e sacramentalista.

A negação de toda reforma e a inexorável execução do “Ato de Uniformidade”, reprimindo todo dissentimento, enquanto que roubava ao povo todo traço de liberdade religiosa, necessariamente chegou a uma extensão tal da prerrogativa real, e a uma constante afluência de medidas arbitrárias e atos de violência, que a liberdade civil do indivíduo foi igualmente tripudiada. Por fim, depois de um intervalo de onze anos de tentativas de governar a nação através do Star Chamber e da Corte da Alta Comissão, e de ter prorrogado o refratário Parlamento que se reuniu na primavera daquele ano, o Rei foi forçado a apelar novamente ao país, que fez subir, em novembro de 1640, aquela eminente associação subsequentemente conhecida como o Grande Parlamento. Em maio do ano seguinte, essa associação tornou-se praticamente independente dos caprichos do Rei, sancionou um Decreto providenciando que ele só fosse dissolvido com seu próprio consentimento; e ao mesmo tempo todos os membros de ambas as Causas, com exceção de dois dos Peers, assinaram um acordo obrigando-os a perseverar na defesa de sua liberdade e da religião protestante. No mesmo ano, o Parlamento aboliu a Corte da Alta Comissão e a Star Chamber; e em novembro de 1642 foi ordenado que depois de 5 de novembro de 1643 o ofício de arcebispo e de bispo, bem como toda a estrutura do governo do prelado fossem abolidos.

Em 12 de junho de 1643, o Parlamento sancionou um Decreto intitulado “Convocação dos Lords e Comuns do Parlamento para a Convocação de uma Assembleia de Teólogos e outros com vistas a serem consultados pelo Parlamento para o estabelecimento do Governo e Liturgia da Igreja da Inglaterra e purificação da Doutrina da dita Igreja das falsas aspersões e interpretações”. Visto que o governo preexistente da Igreja por meio de bispos havia cessado de existir, e no entanto a Igreja de Cristo na Inglaterra permanecia, a única autoridade universalmente reconhecida que pudesse reunir os representantes da Igreja em Assembleia Geral era a Legislatura Nacional. As pessoas destinadas a constituir essa Assembleia eram citadas na convocação, e compreendiam a flor da Igreja daquela época; subsequentemente, cerca de vinte e um clérigos foram adicionados para substituírem a ausência de outros. A lista original incluía os nomes de dez Lords e vinte membros da Câmara dos Comuns como membros leigos, e cento e vinte e um teólogos. Homens de todos os matizes de opinião quanto ao governo da Igreja foram incluídos nessa preclara companhia – episcopais, presbiterianos, independentes e erastianos. “Na convocação original, quatro bispos foram chamados, um dos quais realmente atendeu no primeiro dia e outro justificou sua ausência sob a alegação de cumprimento de um dever; dos outros convocados, cinco tornaram-se bispos mais tarde, e cerca de vinte e cinco declinaram atendimento, em parte porque ela não era uma convocação regular efetuada pelo Rei, e em parte porque a Liga e o Pacto Solenes eram expressamente condenados por sua majestade.” A Assembleia Geral Escocesa também enviou como delegados, a Westminster, os melhores e mais preclaros homens que possuía — ministros: Alexander Henderson, o autor do Pacto, George Gillespie, Samuel Rutherford e Robert Baillie; e presbíteros: Lord John Maitland e Sir Archibald Johnston.

Apenas sessenta compareceram no primeiro dia, e a média de comparecimento durante as prolongadas sessões da Assembleia variava entre sessenta e oitenta. Desses, a vasta maioria era presbiteriana, depois que os episcopais se negaram subsequentemente de assinar a Liga e o Pacto Solene. A vasta maioria dos clérigos puritanos, segundo o exemplo de todas as igrejas reformadas do Continente, se inclinava para o presbiterianismo; e em muitos lugares, especialmente na cidade de Londres e sua circunvizinhança, instalaram-se presbitérios.

Apenas cinco independentes proeminentes se fizeram presentes na Assembleia, encabeçados pelo Dr. Thomas Goodwin e pelo Rev. Philip Nye. Esses foram chamados, à luz da atitude de oposição à maioria que os preocupava, “Os Cinco Irmãos Dissidentes”. A despeito da minoria de seu número, possuíam considerável influência em estorvar e finalmente frustrar a Assembleia em sua obra de construção eclesiástica nacional; e sua influência era devida ao apoio que recebiam dos políticos fora da Assembleia, no Grande Parlamento, no exército e, acima de tudo, do grande Cromwell pessoalmente.

Os erastianos, que sustentavam a tese de que os pastores cristãos são simplesmente mestres, e não governantes na Igreja, e que todo poder, tanto eclesiástico quanto civil, repousa exclusivamente no magistrado civil, eram representados na Assembleia por apenas dois ministros – Thomas Coleman e John Lightfoot, assistidos ativamente pelo erudito leigo, John Selden. Sua influência era devida ao fato de que o Parlamento lhes era simpático – e, naturalmente, todos os políticos mundanos.

O presidente, ou moderador, designado pelo Parlamento, foi o Dr. Twisse; e depois de sua morte foi sucedido pelo Mr. Herle. Em primeiro de julho de 1643 a Assembleia, após ouvir um sermão proferido pelo presidente, na Abadia de Westminster, foi organizada na Sétima Capela de Henrique. Depois que o frio aumentou, passaram a reunir-se na “Jerusalém Chamber”, “um agradável aposento na Abadia de Westminster”. Ao ser toda a Assembleia dividida em três comissões iguais, para o bom andamento dos assuntos, passaram a fazer o que estava na primeira pauta a eles determinado pelo Parlamento, ou seja, a revisão dos Trinta e Nove Artigos, o Credo já existente da Igreja da Inglaterra. Mas em 12 de outubro, logo depois de assinar a Liga e Pacto Solenes, o Parlamento ordenou à Assembleia “que considerasse entre eles aquela disciplina e governo que fossem mais condizentes com a santa Palavra de Deus”. Consequentemente, passaram imediatamente à preparação de um Diretório de Governo, Culto e Disciplina. Sendo prejudicados por constantes controvérsias com as facções independentes e erastianas, não completaram essa parte de seu trabalho até próximo ao final de 1644. Então começaram a preparar a composição de uma Confissão de Fé, sendo designada uma comissão para preparar e organizar as principais proposições que a comporiam. Essa comissão consistiu das seguintes pessoas: Dr. Hoyle, Dr. Gouge e Srs. Herle, Gataker, Tuckney, Reynolds e Vines.

A comissão finalmente se pôs a trabalhar na preparação da Confissão e dos Catecismos, simultaneamente. “Após algum progresso feito na elaboração de ambos, a Assembleia resolveu concluir primeiramente a Confissão, para então construir os Catecismos segundo o modelo daquela.” Apresentaram ao Parlamento, numa forma concluída, a Confissão, em 3 de dezembro de 1646, quando a mesma foi reencaminhada para que a “Assembleia pudesse inserir as notas marginais, a fim de que cada parte dela fosse provada pela Escritura”. Finalmente notificaram que estava concluída, com provas bíblicas satisfatórias de cada proposição individualmente, em 29 de abril de 1647.

O Breve Catecismo foi concluído e entregue ao Parlamento em 5 de novembro de 1647; e o Catecismo Maior, em 14 de abril de 1648. Em 22 de março de 1648 foi feita uma conferência entre as duas Casas com o fim de confrontar suas opiniões acerca da Confissão de Fé, cujo resultado é assim declarado por Rushworth: —

“Neste dia (22 de março), os Comuns, em conferência, apresentaram aos Lords uma Confissão de Fé conferida por eles, com algumas alterações (especialmente no que tange a questões de disciplina), a saber: Que se acha concorde com seus lords, e portanto com a Assembleia, na parte doutrinal, e desejam que a mesma seja publicada para que este reino, bem como todas as igrejas reformadas da Cristandade, não vejam o Parlamento da Inglaterra diferir em doutrina.”
A Confissão de Fé, o Diretório do Culto Público e os Catecismos, Maior e Breve, foram todos ratificados pela Assembleia Geral Escocesa, assim que as várias partes da obra foram concluídas em Westminster.

Em 13 de outubro de 1647, o Grande Parlamento estabeleceu a Igreja Presbiteriana na Inglaterra em fase experimental, “até ao final da sessão seguinte do Parlamento, a qual deveria ser um ano depois dessa data”. Mas antes dessa data o Parlamento tornou-se subserviente ao poder do exército sob Cromwell. Os presbitérios e sínodos foram logo substituídos por seu “Committee of Triers”, quando os ministros presbiterianos foram destituídos em massa por Carlos II, em 1662.

Depois de concluídos os Catecismos, muitos dos membros se dispersaram totalmente e voltaram para seus lares. “Os que permaneceram em Londres ficaram principalmente envolvidos no exame de ministros quando se apresentavam para ordenação ou indução a cargos vacantes. Continuaram a manter sua existência formal até 22 de fevereiro de 1649, cerca de três semanas depois que o Rei foi decapitado, tendo se reunido cinco anos, seis meses e vinte e dois dias, tempo este em que mantiveram mil cento e sessenta e três sessões. Transformaram-se, pois, numa comissão para conduzir as provas e exames de ministros, e continuaram a reunir-se com esse propósito toda quinta-feira de manhã, até 25 de março de 1652, quando Oliver Cromwell, tendo à força dissolvido o Grande Parlamento, por cuja autoridade a Assembleia fora convocada, aquela comissão foi também interrompida e desmembrada sem qualquer dissolução formal e como uma questão de necessidade.”

A Confissão de Fé e os Catecismos, Maior e Breve, da Assembleia Westminster foram adotados pelo Sínodo original na América do Norte, em 1729 A.D., como a “Confissão de Fé desta Igreja”; e tem sido recebida como o padrão de fé por todos os ramos da Igreja Presbiteriana na Escócia, Inglaterra, Irlanda e América; e é altamente reverenciada e seus Catecismos usados como meios de instrução pública por todas as entidades congregacionais de rebanhos puritanos no mundo inteiro.

Embora a Assembleia Westminster resolutamente excluísse de sua Confissão tudo quanto reconhecia ser erro de sabor erastiano, contudo suas opiniões quanto ao estabelecimento de igrejas levaram a conceitos acerca dos poderes dos magistrados civis, no tocante às coisas religiosas (circa sacra), os quais sempre foram rejeitados na América. Daí, no “Ato de Adoção” original, o Sínodo declarou que não receberia as passagens relativas a esse ponto na Confissão “em qualquer sentido em que se supõe que o magistrado civil tenha algum poder controlador sobre os sínodos com respeito ao exercício de sua autoridade ministerial; ou poder de perseguir alguém em razão de sua religião, ou em qualquer sentido contrário à sucessão protestante ao trono da Grã Bretanha”.

E também, quando o Sínodo revisou e emendou seus padrões, em 1787, em preparação para a organização da Assembleia Geral, em 1789, ela “levou em consideração o último parágrafo do capítulo 20 da Confissão de Fé Westminster; o terceiro parágrafo do capítulo 23; e o segundo parágrafo do capítulo 31; e havendo algumas alterações, concorda que os ditos parágrafos como ora alterados sejam impressos para consideração”. Como assim alterada e emendada, esta Confissão e estes Catecismos foram adotados como parte doutrinal da Constituição da Igreja Presbiteriana da América, em 1788, e assim permanecem até ao presente dia.

Os artigos originais da Confissão Westminster, quanto ao magistrado civil, com as alterações na Confissão da Igreja americana, são como seguem: —


Cap. xx. § 4, diz-se de certos ofensores: “Que sejam processados pelas censuras da Igreja e pelo poder do magistrado civil.”

Cap. xxiii. § 3: “O magistrado civil não pode assumir, por si mesmo, a administração da Palavra e dos sacramentos, tampouco o poder das chaves do reino do céu; não obstante tem autoridade, e é seu dever, de ordenar, para que a unidade e a paz sejam preservadas na Igreja, para que a verdade de Deus seja conservada pura e íntegra, para que todos os blasfemos e hereges sejam suprimidos, todas as corrupções e abusos no culto e disciplina sejam refreados e reformados e todas as ordenanças de Deus devidamente estabelecidas, administradas e observadas. E para efetuá-lo mais eficazmente, ele tem poder de convocar sínodos, estar presente neles e de providenciar para que tudo seja efetuado neles de acordo com a mente de Deus.”

Cap. xxxi. § 1: “Para o melhor governo e maior edificação da Igreja, deve haver assembleias tais como as que são comumente chamadas Sínodos ou Concílios.” – § 2: “Os magistrados podem licitamente convocar um sínodo de ministros e de outras pessoas aptas, para consultar e aconselhar acerca de matérias de religião; portanto, se os magistrados forem inimigos públicos da Igreja, os ministros de Cristo, de si mesmos, por virtude de seu ofício, ou eles com outras pessoas aptas em delegação de suas igrejas, podem reunir-se em tais assembleias.”


Cap. xx. § 4: “Podem legalmente ser convocados a prestar contas e processados pelas censuras da Igreja.”

Cap. xxiii. § 3: “O magistrado civil não pode assumir, por si mesmo, a administração da Palavra e dos sacramentos, nem o poder das chaves do reino do céu, nem de forma alguma interferir em questões de fé. Contudo, como pais protetores, é o dever dos magistrados civis proteger a Igreja de nosso comum Senhor, sem dar preferência a alguma denominação cristã acima de outras; de tal maneira que todas as pessoas sejam plenamente livres e desfrutem de inquestionável liberdade de, em toda parte, exercer suas funções sacras, sem violência ou risco. E, como Jesus Cristo designou um governo e disciplina em sua Igreja, nenhuma lei de qualquer comunidade deve interferir nela, impedir ou obstruir o devido exercício entre os membros voluntários de qualquer denominação de cristãos, segundo sua própria profissão e crença. É o dever dos magistrados civis protegerem a pessoa e o bom nome de todo o seu povo, de uma maneira tão eficaz que nenhuma pessoa sofra, quer por pretensão de religião, quer por infidelidade, alguma indignidade, violência, abuso, ou injúria de alguma outra pessoa; e ordenar que todas as assembleias religiosas e eclesiásticas sejam protegidas sem molestação ou distúrbio.”

Cap. xxxi. § 1: “Para o melhor governo e maior edificação da Igreja, deve haver assembleias tais como são comumente chamadas Sínodos ou Concílios; e pertence aos supervisores e outros líderes das igrejas particulares, por virtude de seu ofício e o poder que Cristo lhes delegou para a edificação, e não para destruição, instalar tais assembleias e para reunirem-se nelas quando julgarem conveniente, visando ao bem da Igreja.”


1. Como se compunha a maioria das Confissões das igrejas luteranas e reformadas?

2. O que é peculiar no caso dos Cânones do Sínodo de Dort e da Confissão e Catecismos Westminster?

3. Apresente o caráter geral da Reforma na Escócia.

4. Qual foi o caráter e propósito da Liga e Pacto Solenes, e por quais partes foi ela acordada?

5. Qual foi o caráter geral da Reforma na Inglaterra?

6. Qual foi a principal instrumentalidade pela qual a obra foi efetuada?

7. Qual foi o caráter da teologia, e qual a direção das afinidades dos reformadores ingleses primitivos?

8. Qual foi o caráter da influência exercida na Reforma inglesa por seus primeiros soberanos protestantes?

9. Que provaram ser os efeitos civis da tentativa por parte da Coroa de reprimir a liberdade religiosa?

10. Apresente alguns dos primeiros Decretos do Grande Parlamento.

11. Quando e com que propósito foi a Assembleia dos teólogos convocada em Westminster?

12. Qual foi o número e qual era o caráter das pessoas que compuseram aquela Assembleia?

13. Quais foram os representantes da Igreja da Escócia?

14. Em que três partes principais foram os membros dessa Assembleia divididos? E a que parte pertencia a vasta maioria da Assembleia?

15. Como foi a Assembleia organizada?

16. Qual foi o primeiro trabalho realizado pela Assembleia?

17. Quando e como procederam a arquitetar a Confissão de Fé?

18. Quando e como procederam a arquitetar os Catecismos?

19. Qual foi a ação do Grande Parlamento no tocante à obra da Assembleia?

20. E qual a ação da Assembleia Geral Escocesa quanto à mesma?

21. Qual foi o destino final do Estabelecimento Presbiteriano na Inglaterra?

22. De quais igrejas é a Confissão Westminster o padrão constitucional de doutrina?

23. Quando e com que exceções foi essa Confissão adotada pela Igreja Presbiteriana na América?

24. Quando, por que e em que seções foi ela emendada?


Fonte: A. A. Hodge, Confissão de Fé de Westminster Comentada (Editora Os Puritanos), p. 37-48.

Extraido de http://monergismo.com/aahodge/origem-da-confissao-e-catecismos-de-westminster/

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